
Celebrado neste 3 de fevereiro, o Dia de São Brás mobiliza fiéis em todo o Brasil com a tradicional bênção da garganta, rito católico realizado com velas cruzadas em forma de X diante do pescoço. A prática relembra o milagre atribuído ao santo, que teria salvado uma criança engasgada com uma espinha de peixe, tornando-se símbolo de proteção contra doenças da garganta. De acordo com dados da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a celebração é uma das mais difundidas no calendário litúrgico, reunindo comunidades paroquiais em missas especiais e momentos de oração.
São Brás viveu no século III e atuou inicialmente como médico antes de se tornar bispo de Sebaste, na região da atual Armênia. Mesmo reconhecido pela competência profissional, enfrentou uma profunda crise existencial que o levou a buscar uma vida de maior entrega espiritual. Sua conversão influenciou não apenas a dimensão religiosa, mas também o modo como exercia a medicina, tornando-se referência de cuidado integral com as pessoas. Em um período posterior, retirou-se para o Monte Argeu, onde passou a viver em oração e penitência, experiência que marcou sua trajetória pastoral e o testemunho que atraiu numerosos fiéis.
Durante as perseguições aos cristãos promovidas pelo imperador Licínio, São Brás foi preso por se recusar a renunciar à fé e acabou martirizado em 316. Sua devoção atravessou séculos e fronteiras, consolidando-o como padroeiro dos otorrinolaringologistas e também de trabalhadores ligados à lã, além de outras profissões. No Brasil, a celebração ocorre em sintonia com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, que apontam a permanência do catolicismo como a maior tradição religiosa do país, refletindo a força cultural e espiritual de ritos como a bênção da garganta, que seguem reunindo gerações em torno da fé e da esperança.

