Cultura

Recife e Olinda, onde o carnaval nasce no chão

Diferente dos grandes palcos e estruturas móveis, o carnaval de Recife e Olinda preserva a essência do encontro direto entre músicos e foliões. Nas ladeiras históricas e nas ruas do centro, o frevo ecoa acompanhado por bonecos gigantes, troças e blocos líricos que mantêm viva uma tradição reconhecida oficialmente como patrimônio cultural. Estudos da Fundação Joaquim Nabuco destacam que esse modelo fortalece o sentimento de pertencimento e participação coletiva.

Em Olinda, o carnaval se confunde com a própria paisagem da cidade histórica, enquanto no Recife ele se espalha por polos que misturam tradição e contemporaneidade. Essa forma de celebrar, segundo pesquisadores do IPHAN, reforça o caráter democrático do carnaval pernambucano, onde não há separação entre palco e plateia, apenas a celebração compartilhada da cultura popular.