8 de fevereiro de 2026

Cultura

O fim das emoções coletivas

Fez 130 anos. No dia 28 de dezembro de 1895, os irmãos Auguste e Louis Lumière projetaram seu filmete (50 segundos) “A Saída da Fábrica Lumière em Lyon” numa sala em Paris, e 33 felizes pagantes assistiram ao nascimento do cinema como uma experiência coletiva. Na época, ainda sob Thomas Edison, já se viam imagens em movimento, mas só por uma pessoa de cada vez, espiando pelo buraquinho de uma caixa mágica. Era um ato solitário, individual. Já o filme projetado numa parede gerava emoções em conjunto, uma levando à outra. Era revolucionário. Para o bem ou para o mal, talvez nenhuma outra forma de expressão tenha sido tão vital para o século 20.

Não me refiro às telas que cresceram, ganharam som, cor, 3D, vastidões cinerâmicas e outros recursos para continuar atraindo as multidões para as salas. Mas ao fato de que, pela primeira vez, milhões de pessoas podiam partilhar sensações, anseios e certezas simultaneamente. Sem o cinema, o comunismo, o fascismo e o nazismo não arrebatariam as massas —nenhum pregador poderia converter tanta gente e tão rapidamente à custa só dos pulmões.

Em 1946, só nos EUA 90 milhões de pessoas iam por semana ao cinema —o dobro da população do Brasil. As pessoas riam, choravam ou tremiam de medo espremidas nas milhares de salas de cinema de cada país. Em 1960, os 45 segundos de duração da sequência de facadas no chuveiro em “Psicose” abalavam multidões ao mesmo tempo, não indivíduos.

Desde então, muita coisa no cinema contribuiu para minar essa experiência comum: o fim dos palácios, os filmes pela TV, os vídeos domésticos —primeiro, o 16 mm; depois, em sucessão, o VHS, o laser disc, o DVD e o Blu-ray. Agora, com o celular e o streaming, a plateia se resume, mais do que nunca, a cada um por si.

Sei bem que já não dependemos do cinema para as emoções em massa. Mas o cinema continua e continuará a existir. As salas é que passaram a respirar por aparelhos. Lumière, quem diria, perdeu. Voltamos a Edison e ao buraquinho na caixa mágica.

De Ruy Castro para Folha de São Paulo, 03/01/2026.
Foto: Brusque Memória
Segurança

11º Batalhão da PM de Macaíba ganha nova sede em área ampla e estratégica

Macaíba dá mais um importante passo no fortalecimento da segurança pública com a inauguração da nova sede do 11º Batalhão de Polícia Militar (11º BPM), que aconteceu neste sábado (07). A unidade passa a funcionar no bairro Alfredo Mesquita, em uma área ampla e localização estratégica, próxima à Praça da Juventude. A obra é uma ação da Prefeitura de Macaíba, em parceria com o mandato do senador Styvenson Valentim.

O terreno onde foi construído esse empreendimento abrange uma área de 2.589,980 m². Já a sede do batalhão ocupa uma área de 709,10 m², conta alojamentos para guardas, praças e oficiais, oito banheiros entre individuais e coletivos femininos e masculinos, refeitório, dormitórios feminino e masculino, vestiários feminino e masculino, salas de instrução, de armamento e administrativas, constituindo um espaço mais amplo, confortável e digno, valorizando os profissionais que atuam no dia a dia em prol da segurança da população macaibense. A área externa tem capacidade para 22 vagas para estacionamento.

O investimento aplicado foi de R$ 1.262.454,20, sendo R$ 1,1 milhão fruto de recursos de uma emenda parlamentar viabilizada pelo senador Styvenson Valentim e o restante garantido como contrapartida da Prefeitura. Durante mais de duas décadas, o Batalhão esteve instalado em um espaço limitado, alugado, que já não atendia plenamente às necessidades operacionais da corporação. A antiga estrutura apresentava restrições quanto à infraestrutura e ao conforto. A nova sede foi projetada para oferecer melhores condições de trabalho aos profissionais de segurança, com ambientes mais amplos, adequados e compatíveis com as demandas atuais dos profissionais que atuam no dia a dia em prol da segurança da população macaibense.

“Estamos inaugurando o mais moderno e amplo batalhão do Estado, uma entrega histórica, ao lado do senador Styvenson, esse grande parceiro. Isso é valorização da Polícia Militar. Somos a primeira gestão municipal a investir em segurança, o nosso COISP é resultado desse trabalho e já somos referência”, afirmou o prefeito Emídio Júnior.

Em 2025, o Município foi escolhido com o COISP como base de apoio para o Projeto Território Seguro, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, e obteve destaque no Brasil em ranking do Centro de Liderança Pública (CLP) com os melhores indicadores de segurança do Brasil, ficando em quarto lugar no Rio Grande do Norte, oitava posição em todo o Nordeste, estando à frente de cidades como Salvador, Recife e Fortaleza, e 101º lugar entre os 5.569 municípios brasileiros.

Estiveram presentes os vereadores Érika Emídio, Denilson Gadelha, Ana Catarina, Aroldo da Saúde, Clarissa Matias, Dadaia Ribeiro, Edi do Posto, Igor Targino, Ismarleide Duarte, Otacílio Andrade, Rita Oliveira, Sérgio Lima, Socorro Nogueira e Tafarel Freitas, além dos Prefeitos Carlinhos (Jardim de Angicos), Leandro (Canguaretama), Fernandinho (Acari) e Berg (Bento Fernandes).

Foto: Secom-PMM

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