30 de janeiro de 2026

Gestão Pública

Cultura e turismo impulsionam economia e identidade de Macaíba em 2025

O ano de 2025 consolidou-se como um período de forte valorização da cultura e do turismo em Macaíba, com impacto direto na economia local e na preservação da identidade do município. A cidade registrou recorde de visitações no Museu Solar Ferreiro Torto, que recebeu cerca de 12 mil pessoas ao longo do ano, impulsionado por ações de turismo pedagógico e pela ampliação do calendário cultural. Dados da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo apontam que grandes eventos e novas iniciativas ajudaram a atrair público local e visitantes de outras regiões, fortalecendo o setor de serviços e o comércio.

A gestão municipal retomou e estruturou um calendário anual de eventos culturais e recreativos que estava enfraquecido há mais de duas décadas. A programação passou a contemplar manifestações tradicionais como Carnaval, Paixão de Cristo, São João, Semana da Consciência Negra, Aniversário da Cidade e festejos natalinos, além de novidades que ampliaram a diversidade cultural. O I Festival Gastronômico de Macaíba, lançado durante as comemorações da emancipação política, destacou sabores regionais, promoveu oficinas culinárias e apresentações culturais, alcançando grande adesão popular e reconhecimento do setor empresarial.

Outras iniciativas inéditas, como o I Festival de Bandas Marciais e Fanfarras e a primeira corrida de jegue realizada em parceria com o Parque Otaviano Pessoa, também obtiveram ampla participação do público. No fomento direto à produção cultural, a Prefeitura investiu aproximadamente R$ 1 milhão por meio de editais viabilizados pela Política Nacional Aldir Blanc e pela Lei Paulo Gustavo, conforme diretrizes do Ministério da Cultura. Os recursos beneficiaram artistas de áreas como música, dança, teatro e artesanato, além de manifestações tradicionais como Boi de Reis, Maculelê e Pau Furado, reforçando o papel da cultura como vetor de inclusão, lazer e desenvolvimento econômico.

Com informações e foto da Secretaria de Comunicação Social da Prefeitura de Macaíba.

Homenagem

37 anos depois, Carlos Alexandre permanece vivo na memória da música popular

No dia 30 de janeiro, completam-se 37 anos da morte de Carlos Alexandre, um dos cantores e compositores potiguares de maior projeção nacional na música popular romântica. Nascido em Nova Cruz, no Rio Grande do Norte, o artista iniciou a carreira ainda jovem, quando usava o nome artístico de Pedrinho, e teve a primeira música gravada em 1975. A mudança para São Paulo marcou o início de sua consolidação profissional, com a assinatura de contrato com a gravadora RGE e o lançamento de sucessos que rapidamente conquistaram o público em todo o país.

O reconhecimento veio de forma expressiva a partir de 1978, com o compacto que ultrapassou 100 mil cópias vendidas e abriu caminho para o LP Feiticeira, que alcançou cerca de 250 mil unidades comercializadas e ganhou edição em espanhol. Ao adotar o nome artístico Carlos Alexandre, em homenagem ao padrinho, o cantor consolidou uma identidade que se tornaria símbolo da música romântica popular. Ao longo de 11 anos de carreira, lançou 14 álbuns, três compactos, teve mais de 200 músicas gravadas e recebeu 15 discos de ouro, além de um de platina, segundo registros da indústria fonográfica brasileira.

Autor de canções marcantes como Feiticeira, A Ciganinha, Índia e Cartão Postal, Carlos Alexandre teve obras regravadas por nomes como Genival Lacerda, Gilliard, Barros de Alencar e Falcão, além de inspirar novas gerações de artistas. Em 2005, sua contribuição à cultura musical foi celebrada no projeto Tributo a Carlos Alexandre, realizado no Teatro Alberto Maranhão, em Natal, reunindo intérpretes de diferentes estilos e reafirmando a atualidade de sua obra. Pesquisadores da música popular destacam que suas composições retratavam o cotidiano, os afetos e os conflitos amorosos com linguagem direta e sensível, o que explica sua permanência no imaginário coletivo.

Carlos Alexandre morreu em 30 de janeiro de 1989, aos 31 anos, em um acidente de carro na estrada RN-093, quando retornava de um show em Pernambuco. O sepultamento, realizado no dia seguinte em Natal, reuniu uma multidão de fãs e marcou de forma definitiva a história cultural do Rio Grande do Norte. A data reforça a relevância de seu legado para a música brasileira e também lembra que, em 30 de janeiro, celebram-se o Dia Nacional das HQs, o Dia do Padrinho, o Dia Mundial da Não Violência e Cultura de Paz e o Dia da Saudade.

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