
Hoje o Brasil relembra com saudade o falecimento de Marinês, a consagrada Rainha do Xaxado, cuja morte completa 18 anos. Natural de Pernambuco, Inês Caetano de Oliveira – seu nome de batismo – deixou uma marca indelével na música nordestina, especialmente no forró e no xaxado, estilos que ajudou a popularizar nacionalmente. Sua partida, em 14 de maio de 2007, encerrou uma trajetória artística repleta de contribuições à cultura popular brasileira.
Marinês iniciou sua carreira na década de 1950, ganhando notoriedade ao lado de nomes como Luiz Gonzaga e Dominguinhos. Foi uma das primeiras mulheres a se destacar no forró, gênero até então dominado por homens. Com seu carisma e voz inconfundível, liderou o grupo “Marinês e sua Gente”, rompendo barreiras de gênero e se consolidando como referência no cenário musical nordestino.
Durante sua trajetória, Marinês lançou dezenas de discos e composições que se tornaram clássicos, como Peba na Pimenta e Balanço da Morena. Suas músicas celebravam o cotidiano, o amor, a luta e a vida sertaneja, com letras marcadas pela autenticidade e pelo orgulho nordestino. Sua contribuição foi tamanha que ela recebeu, em vida, o título de Patrimônio Vivo da Cultura Nordestina.
Mesmo após sua morte, o legado de Marinês permanece vivo nas festas juninas, nos festivais de forró e nas novas gerações de artistas que se inspiram em seu repertório. Iniciativas culturais e projetos educativos continuam promovendo sua obra, reconhecendo sua importância na valorização da identidade nordestina e no empoderamento feminino na música.
Neste aniversário de falecimento, fãs, músicos e estudiosos celebram não a perda, mas a permanência de sua arte. Marinês segue viva na memória afetiva do povo brasileiro e na pulsação de cada sanfona que embala o forró tradicional. Sua voz silenciou-se há 18 anos, mas sua presença ecoa a cada arrasta-pé.

