Homenagem

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Estamos há 24 anos sem Dona Mônica Dantas!

Mônica Nóbrega Dantas foi prefeita de Macaíba em dois mandatos: de 1963 a 1966 e de 1988 a 1992. Foi a primeira mulher a administrar o município, que com seu espírito empreendedor dedicou suas ações à coletividade. Trouxe água encanada, energia elétrica, criou acessos à cidade, ginásio de 1° grau, erradicou o analfabetismo através do MOBRAL e implantou uma gestão transparente. Ainda foi responsável pela instalação da  indústria Nóbrega & Dantas e Cia Ltda, que garantiu emprego e renda à população. No segundo mandato, construiu o Ginásio Poliesportivo Edílson de Albuquerque Bezerra, a sede do Executivo Municipal (Palácio Auta de Souza) e o Centro de Convivência de Idosos, além de dezenas de outras obras que beneficiam o município até hoje.

Foi a terceira mulher a conseguir um mandato de deputada estadual e era esposa do também ex-deputado Francisco Seráfico Dantas, próspero cotonicultor, falecido aos 97 anos em abril de 2009.

A saudosa Dona Mônica Dantas era seridoense de Acari, onde nasceu em 5 de maio de 1915. Ela partiu em 2000.

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Parabéns, Marcelo!

Hoje é dia de abraçar o amigo Marcelo Augusto pelo seu aniversário!

Ser humano dos melhores, sempre dedicou seus mais generosos predicados ao bem comum. Como pai e marido, é exemplar; como servidor público, eficiente; como macaibense, apaixonado e defensor de sua terra; como amigo, leal e solidário; como católico, um servo de fé.

Que seus caminhos continuem iluminados, cheios de paz e realizações.

Parabéns, mestre! 

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Jó, a voz das multidões!

O amigo Josian Florêncio da Silva é cheio de histórias e se orgulha de cada página que vem escrevendo. “Jó” tem sua voz reverberada há muitos anos pelos quatro cantos de Macaíba. Comunicador nato, produtor musical, participa ativamente da rotina do município, contribuindo profissionalmente e de várias outras formas pela valorização da nossa terra.

Sua trajetória é bonita, cheia de desafios, descobertas, redescobertas, perdas e vitórias.

Ele nasceu no fatídico 1973, numa Macaíba administrada por Valério Mesquita e o país era governado por Emílio Garrastazu Médici, talvez o maior tirano da História brasileira, que patrocinou o auge da ditadura militar em nosso país; ano em que começou a crise do petróleo, o milagre econômico acabou mas o sucesso começou para bandas icônicas como Ramones, Kiss, Pink Floyd, Led Zeppelin… Por aqui, Roberto Carlos arrebentava com “Eu te proponho, nós nos amarmos, nos entregarmos, neste momento, tudo lá fora, deixar ficar…”

Filho do próspero marchante Zé Alemão, já saudoso, e de Dona Rosilda, seu berço foi a Rua da Usina, mas de lá, ainda na primeira infância, foi morar da Rua São João, onde está há 50 anos.

Jó lembra com saudade dos tempos áureos da atividade do seu pai, que fazia questão de acompanhar de perto com a curiosidade peculiar de qualquer criança. Eram duas ou três carretas que vinham abarrotadas de animais de Governador Valadares (MG), abastecer o negócio da família, formada por sete filhos.

Mas, com todo o perdão para o trocadilho raso, as vacas magras chegaram e os tempos prósperos abriram espaço para muitas dificuldades. Jó fala da adolescência de fome sem tristeza, mas como uma fase que lhe encorajou muito a enfrentar os desafios da vida. Começou a trabalhar muito cedo. Aos 11 anos já estava na feira livre ajudando sua avó Titila, que vendia almoço aos marchantes e magarefes habituais da Rua da Matança.

Sua descoberta para a comunicação veio junto com o fascínio que sentiu pela política. Seu irmão trabalhava com os Mesquitas e rotineiramente o fazia frequentar aquelas rodas onde não se tratava de outro assunto. Tudo aquilo passou a fazer parte das ideias e do vocabulário do jovem Josian.

Aos 13 anos, lembra ter ido com o seu pai e o cãozinho Neném à inauguração do asfalto da estrada de Mangabeira. Seu Zé Alemão era agripinista fervoroso. Todo aquele falatório, aquelas bocas de ferro, foguetões, pompas, todo o entusiasmos do povo encantou de vez o futuro comunicador Jó. Ali ele se apaixonou pela política, pela produção dos eventos políticos e, mesmo sem nenhuma formação formal técnica, passou a praticar a voz, dicção, leitura, a analisar os contextos políticos-eleitorais, a se posicionar politicamente e a construir uma rede profissional.

Em 1996, enquanto trabalhava na casa lotérica da cidade, decidiu ingressar na política partidária e, incentivado por Auri Simplício, lançou sua candidatura a vereador pelo antigo PFL. Era o mais jovem candidato daquele pleito municipal. Dividia o palanque com o petista Gilson Nogueira, candidato a prefeito de seu grupo. Não foi eleito, mas obteve 128 votos, resultado razoável para a estrutura que tinha e para o número de eleitores aptos no município naquela época.

Pouco tempo depois, o amigo Janduí Diniz, veterano militante pela radiodifusão comunitária em Macaíba, o convidou para comandar um dos programas da emissora que mantinha, a FM Renascer. Ansioso e muito nervoso, Jó aceitou o desafio e fez bonito. Usou aquela oportunidade como laboratório para testar o alcance da sua comunicação, ajustar detalhes, definir linguagem e estilo, se aproximar do povão. Foi um sucesso!

Já fluente, seguro e desenvolto nas ondas do rádio, com público de ouvintes cativo, migrou para Rádio Macaíba (87,9 FM), rádio comunitária que ainda opera com muito alcance na região. Desde as pickups até os sistemas digitais, sempre fez questão de oferecer ao seu público, músicas populares, do bregão ao forró romântico.

Simultaneamente a todas essas atividades, Jó subiu aos palanques políticos como profissional de comunicação e criou sua marca como locutor de campanhas políticas vitoriosas até hoje. A primeira delas, mais de 20 anos atrás, envolveu Fernando Bezerra, Ney Lopes, Henrique Alves, Garibaldi, José Agripino e outras figuras da política estadual.

Sua desenvoltura também chamou a atenção do comércio. Nesta mesma época tornou-se locutor comercial, exclusivo do Supermercado Gama/Rede Mais, contratado pelos empresários Venício e Sandra Gama.  

Como produtor musical, é amigo, incentivador e fã incondicional de artistas como Solange Almeida e Dorgival Dantas. Seu maior orgulho é ter criado a Banda Vakeirus do Forró, em 2006, que já teve várias formações e revelou grandes músicos profissionais para a cena musical regional. O projeto continua ativo e brevemente cairá na estrada mais uma vez. Sobre a banda, Jó faz questão de destacar uma saudade: a perda prematura da cantora Elaine, sua prima, foi marcante para toda a equipe, assim como a do inseparável amigo César Fofão, locutor dos bons, companheiro de todas as horas.

É isso aí… mas a História de Jó é muito maior, cheia de passagens e continua sendo escrita com muito trabalho e talento.

Parabéns, Jó. Continue usando a sua voz em favor do bem e da verdade!

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13 de julho, Dia do Cantor!

Há quem prefira comemorar no dia 27 de setembro, mas a profissão é tão merecedora que conta com duas datas para celebrar. 13 de julho, além de ser o Dia Mundial do Rock, também é dia de parabenizar os cantores do mundo!

O Gato Preto abraça o amigo Robertinho em sinal de homenagem a todos os cantores de Macaíba.

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42 anos sem o Rei do Ritmo, Jackson do Pandeiro

Como tem Zé na Paraíba! A constatação foi feita por José Gomes Filho (31 de agosto de 1919 – 10 de julho de 1982) no lúdico tom forrozeiro da gravação original da música dos compositores Manezinho Araújo e Catulo de Paula.

Quando lançou a composição Como tem Zé na Paraíba em disco de 1962, esse José de Alagoa Grande (PB) já nem era mais Zé. Era Jackson do Pandeiro, o fabuloso cantor, compositor e ritmista paraibano que galgara os degraus da fama com a velocidade de um rojão em 1953 ao convidar a comadre Sebastiana para cantar e xaxar na Paraíba.

Naquela altura, Jackson já estava na cidade do Rio de Janeiro (RJ), plataforma para o salto nacional deste artista único nascido há 104 anos. Em 31 de agosto de 2024, o Brasil faz festa para um rei negro do ritmo pelos seus 105.

Talvez o maior tributo que se possa prestar a Jackson do Pandeiro seja reverenciá-lo sempre, em qualquer ano e época, pela maestria com que cantou cocos, xaxados, sambas, rojões, emboladas, baiões e frevos com divisão esperta, inimitável. E também pela destreza no toque do pandeiro, instrumento incorporado ao nome artístico após incursões juvenis pela zabumba e pela bateria.

Jackson do Pandeiro foi grande! Concentrada nos anos 1950 e 1960, a obra do Rei do ritmo talvez não tenha a dimensão sociológica do cancioneiro de outro monarca da nação nordestina, Luiz Gonzaga (1912 – 1989), mas também é fundamental para o Brasil.

De todo modo, o canto e a musicalidade serelepe de Jackson do Pandeiro quase sempre sobressaíram em relação ao (bom) repertório do artista. Esse Zé da Paraíba tinha no canto, e no toque do pandeiro, a dança diferente que ele próprio notara, surpreso, na comadre Sebastiana ao convidá-la para xaxar.

Com essa dança diferente, Jackson do Pandeiro domava o ritmo e caía em um suingue que era somente dele. Jackson quebrava tudo, adiantando e atrasando o tempo, mas sempre chegando junto. Foi como se ele fosse um João Gilberto (1931 – 2019) do universo nordestino, embora a bossa apresentada pelo baiano em 1958 tenha sido realmente nova e, a rigor, nada influenciada pela bossa de Jackson.

Rei do ritmo cantou e gravou muito samba, embora seja primordialmente associado ao universo rítmico do forró. Sem fronteiras, Jackson do Pandeiro deixou influências que ressoam em todo o Brasil, podendo ser detectadas nas discografias de Gilberto Gil e do discípulo Lenine, para citar somente dois exemplos de artistas de gerações distintas que celebram esse colega nobre que somente foi aprender a ler após os 35 anos, muito tempo depois de ter aprendido a cantar coco com a mãe cantadora.

Pode ter muito Zé na Paraiba, mas teve somente um Jackson do Pandeiro, centenário e imortal Rei do ritmo.

Mauro Ferreira

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02 de julho, Dia do Bombeiro Brasileiro

São verdadeiros heróis e heroínas, guerreiros e guerreiras!

Pela vida e com muita técnica, enfrentam chamas, mar aberto, efeitos de catástrofes climáticas.

Merecem todas as homenagens. Parabéns ao Bombeiro Brasileiro!

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36 anos sem as buzinadas do Chacrinha

Abelardo Barbosa, o Chacrinha, nasceu em Surubim, Pernambuco em 30 de setembro de 1917. O “Velho Guerreiro” foi um gênio da comunicação. Começou a carreira no rádio, mas fez história na televisão. Estreou na Globo em 1967, onde comandou programas de auditório de sucesso. Morreu em 1988, aos 70 anos.

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Salve, Coló!

Há pouco fez 13 anos da passagem do amigo Coló. Foi em 12 de junho de 2011, quando contava 64 de idade.

Segundo o blog História e Genealogia, do professor Anderson Tavares, Coló nasceu em 5 de outubro de 1946. Era natural de São José de Campestre, mas veio para Macaíba muito jovem, aos 12 anos.

“Foi fundador do Grêmio Estudantil Tavares de Lyra, do Colégio Comercial, juntamente com Neto Soares, outro importante comerciante da cidade, militando na política estudantil e que o levou a se candidatar para um cargo na câmara municipal na década de 80. Não logrou êxito nesse intento devido ter sido impresso na cédula de votação o nome Flaudiano Geraldo, de maneira que as pessoas chegavam buscando “Coló” e não encontravam.

(…) Memorialista de nossa terra, gostava de recordar figuras que elevaram o nome de Macaíba na história.

Querido por todos, Coló já está inserido na memória popular que lhe outorgou, sinceramente, o nome de um conjunto e de uma praça. Oficialmente conjunto São Geraldo e praça Cel. Joca Soares. Porém, para o povo de Macaíba é conjunto de Coló e praça de Coló, devido as terras do primeiro pertencerem à sua família e, relativamente ao segundo, era a praça onde se localizava sua padaria.” (históriaegenealogia.com.br)

No Facebook, Marcelo Augusto escreveu:

“Flaudiano Geraldo era o nome do nosso Coló, que foi por várias décadas panificador e desportista em Macaíba. Homem justo, simples e muito trabalhador.

O menino se fez homem muito cedo, iniciando sua labuta no ramo da panificação lá pelos idos dos anos 60 do século passado, tendo sido um dos mais respeitados e prestigiados empresários da terrinha com sua Padaria União, na esquina da Rua Professor Caetano.

Gostava e sabia conversar. Era jeitoso no trato humano, educado e de temperamento calmo. De tudo ele sabia, conversava e discutia sem jamais deixar de respeitar a opinião alheia.

Outra paixão, além da panificação e da família, era o esporte. Fundou o União Esportes Clube, time de futsal que por muito figurou entre os melhores de Macaíba. Depois que desistiu do time, continuou sendo incentivador e frequentador assíduo dos eventos esportivos da nossa cidade. 

União sempre foi o seu lema e continuará sendo para aqueles que jamais o esquecerão.”

Homenagens a Coló!

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Parabéns à nossa UFRN

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte completa neste 25 de junho 66 anos de fundação. A reitoria da instituição celebrou por meio da seguinte declaração:

Neste dia 25 de junho, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) celebra 66 anos de história. Ao longo desse período, a Instituição mantém firme o compromisso com o desenvolvimento socioeconômico sustentável do nosso estado e do nosso país, por meio de iniciativas de ensino, pesquisa e extensão.

Toda essa dedicação coletiva vem sendo reconhecida nacional e internacionalmente. Neste ano, por exemplo, alcançamos o conceito máximo no Índice Geral de Cursos Avaliados da Instituição (IGC), do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Com essa conquista inédita, a UFRN passou a integrar o seleto grupo das 25 universidades brasileiras com IGC 5 (nota máxima).

Essas conquistas nos orgulham e estimulam a seguir na jornada dos próximos anos de história, visando à construção de Universidade cada vez mais inovadora, inclusiva, socialmente referenciada e reconhecida por sua excelência acadêmica e de gestão. Portanto, a todas as pessoas que fizeram e fazem parte desses 66 anos de UFRN, dirigimos nossos efusivos agradecimentos. 

José Daniel Diniz Melo
Reitor

Henio Ferreira de Miranda
Vice-reitor

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Viva São João Batista!

Segundo a Igreja Católica São João Batista nasceu milagrosamente em Aim Karim, cidade de Israel que fica a 6 quilômetros do centro de Jerusalém. A mãe de João Batista, Santa Isabel, era idosa e nunca tinha engravidado. Todos a tinham como estéril. Mas, então, o anjo Gabriel apareceu a Zacarias quando este prestava seu serviço de sacerdote no templo e anunciou que Isabel teria um filho e que este deveria se chamar João. Zacarias não acreditou e ficou mudo. Pouco tempo depois, Isabel engravidou como o Anjo havia dito.

Nesse mesmo tempo, o anjo apareceu também a Maria e anunciou que ela seria a mãe do Salvador. Então, Maria foi visitar Isabel, pois o anjo lhe havia dito que Isabel estava grávida. Quando Maria chegou e saudou Isabel, João mexeu no ventre da mãe e Isabel fez aquela maravilhosa saudação a Maria santíssima: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! De onde me vem que a mãe do meu Senhor me visite? (Lc 1-41-43) Esta saudação de Isabel, inclusive, se tornou parte da oração da Ave Maria.

Quando São João Batista ficou adulto, percebeu que chegara sua hora. Então, foi morar no deserto para rezar, fazer sacrifícios e pregar para que as pessoas se arrependessem. Vivendo uma vida extremamente difícil e com muita oração, passou a ser conhecido como profeta, homem enviado por Deus. Ele sempre anunciava a vinda do Messias. Batizava a todos que se arrependiam e multidões sempre iam ver suas pregações no rio Jordão. Por causa de seu carisma, algumas vezes o povo pensava que São João Batista era o Messias. Mas ele sempre dizia: Eu não sou o Cristo, eu não sou digno de desatar nem a correia de suas sandálias. (Jo. 1-27).

Em outra passagem, ele disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. (Jo.1-29) Quando o próprio Jesus, o verdadeiro Salvador, foi ao encontro de João Batista para ser batizado, São João disse: Eu é que devo ser batizado por ti, e tu vens a mim? (Mt3-14). Mas Jesus confirmou e São João Batista batizou Jesus.

Nas pregações de São João ele não poupava o rei local, Herodes Antipas, Rei fantoche de Roma na Peréia e na Galileia. João denunciava a vida adultera do rei. Herodes tinha se unido a Herodíades, sua cunhada. São João Batista denunciava também a vida desregrada de Herodes em seu governo.

São Marcos em seu evangelho narra que Salomé, filha de Herodíades, dançou para Herodes. O rei ficou deslumbrado com ela e disse que daria tudo o que lhe pedisse. Então Salomé fala com sua mãe e pede a cabeça de São João Batista numa bandeja. Herodes, triste, fez como havia prometido diante dos convivas. (Mar 6.14-29)

São João Batista é sinônimo de bondade e gratidão. Sempre muito lembrado por essas virtudes, João foi um homem humilde que aceitou a sua missão com fé e devoção Cristã até o fim. E é esse exemplo que temos que levar adiante e nos lembrar no dia de hoje. “O maior dos profetas” nos ensinou a confiar e a acreditar no maior, ao pregar e anunciar a vinda do Messias. Não é a toa que celebramos o seu nascimento (24 de Junho) e não a sua morte. João foi o escolhido para dar testemunho da luz da Verdade, aquela que veio para nos mostrar quem é Jesus Cristo.

Fonte: Diocese de Barreiras

Homenagem Igreja Católica

O Anjo de Natal: 176 anos do Padre João Maria

Padre João Maria nasceu em 23 de junho de 1848, na fazenda Logradouro do Barro, zona rural de Caico, Rio Grande do Norte, onde desde cedo, acompanhou o drama das vítimas da estiagem que ainda hoje assola a região. Hoje a região pertence ao município de Jardim de Piranhas.

Seu pai Amaro Soares Cavalcanti de Brito era professor primário e lhe ensinou as primeiras letras. Sua mãe, Ana de Barros Cavalcanti, teve mais quatro filhos.

Cresceu em ambiente católico o que contribuiu para lhe despertar a vocação religiosa. Oriundo de família pobre, mas respeitada na vizinhança, contou com a ajuda financeira de fazendeiros amigos para custear seus estudos no Seminário de Olinda em 1861.

Ordenou-se aos 23 anos, rezando sua primeira missa no domingo dia 10 de agosto de 1871, em Caicó, onde ficou trabalhando como auxiliar do vigário.

Sacerdote, médico e assistente social. Sua fama já era conhecida de todos quando chegou a Natal, principalmente pelo trabalho que realizou em Papari, na época de grande seca de 1877 que matou mais de 400.000 sertanejos. O padre Improvisou palhoças para abrigar os flagelados, a quem dava de comer, ministrava medicação natural para os enfermos e cuidava das crianças. Tinha uma preocupação especial com a higiene destas pessoas, orientando sobre os modos de como prevenir as doenças. Seu prestígio levou o governo a enviar roupa, dinheiro e comida para suprir as necessidades de que ajudava. Contou com a ajuda de seu irmão mais novo Amaro Cavalcanti Soares de Brito, Influente jurista, para arrecadar fundos com o Gabinete Caxias para ajudar no socorro aos flagelados.

Abolicionista, em 1883 foi eleito presidente da Sociedade Libertadora Norte-Riograndense, objetivando a libertação dos escravos do Estado. Com essa finalidade, também publicou o Boletim da Libertadora Norte-riograndense, o que lhe rendeu o apelido de Pai dos Negros Forros. Criou em Natal a Escola São Vicente, para crianças pobres e fundou a imprensa católica, editando o jornal “Oito de Setembro”. Batizou, entre milhares de outros natalenses, o historiador Luís da Câmara Cascudo, no dia 9 de maio de 1901.

No dia 16 de outubro de 1905, acabou falecendo, vítima da mesma doença que tanto combateu, a varíola. Sua morte abalou a cidade e, desde então, é considerado como o Santo de Natal. Um busto, em sua homenagem, foi colocado na praça, que hoje recebe seu nome, localizada por trás da Catedral Antiga. O busto foi esculpido por Hostílo Dantas com pedestal em granito trabalhado por Miguel Micussi. Ainda hoje, fiéis costumam fazer promessas, se benzem com água benta e agradecem ao “santo” com pequeno objetos que fazem alusão às graças obtidas.

Com sua grande popularidade, por onde passava, Padre João Maria era carinhosamente chamado por apelidos como: “Benzinho do Seridó”, “O Santo”, “Pe. João de Deus”, “O Apóstolo da Caridade”, “O Anjo da Cidade”, “O Santo do Seridó”, “O Santo de Natal”, entre outros

Em 22 de fevereiro de 2002, foi aberto o processo de Beatificação do Padre João Maria. No momento esse processo encontra-se na fase diocesana em que realizada a investigação histórica.”

Fonte: CASCUDO, L. da C. História do Rio Grande do Norte, pág. 505, MEC/ Serviço de Documentação, Rio de Janeiro, 1995.

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A arte e a vida de Ionilo

Ionilo Ribeiro é um homem cheio de orgulho por sua trajetória, um grande ser humano. E motivos não faltam para adjetivá-lo sempre de forma positiva. Todos destacam a lealdade de sua amizade, a força do seu astral e competência do seu trabalho.

É o terceiro filho dos servidores públicos Francisco Ribeiro Sobrinho, da Fundação José Augusto, e da professora Ivanete Ferreira Ribeiro, saudosa há dez anos.

Sobre ela, Ionilo escreve em muitas e fundamentais páginas de sua biografia. Educadora da rede estadual e municipal, foi gestora escolar, coordenadora da secretaria municipal de Educação de Macaíba e a primeira presidente do Conselho Tutelar.

Ionilo foi acolhido pela nobre generosidade deste casal, adotado logo nos primeiros anos de vida, o que, segundo ele, fortalece infinitamente seu vínculo afetivo e de gratidão com Seu Francisco e com a professora Ivanete.

Coreógrafo, ator, professor, cantor, Ionilo Ribeiro é um artista de multifacetas que também milita pela valorização da cultura em Macaíba e fora de suas fronteiras. Seu destaque por essa causa e tantas outras já lhe rendeu diversas homenagens, inclusive da Assembleia Legislativa do RN.

Ele cresceu numa familia que sempre incentivou e promoveu a cultura popular macaibense. Seu avô e tios fundaram escolas de samba. Brincar em meio à bateria da agremiação, adereços, carros alegóricos e passistas é uma forte e presente memória de infância de Ionilo, que já achava fascinante todas aquelas cores e energia, mas ainda era muito menino para integrar uma de suas alas. Quando alcançou dez anos de idade, uma das maiores emoções que guarda foi ser admitido na agremiação. Considera que ali inaugurou sua carreira artística, apesar de sempre ter convivido de forma íntima com a arte.

Sua avó também foi pilar na sua formação. Coreógrafa leiga (como os profissionais classificam àqueles que elaboram coreografias sem fundamentos técnicos), fundou muitos anos atrás o Arraiá da João Lourenço, que tempos depois passou a ser promovido por Nerivaldo Monteiro. A festa era a melhor e maior da cidade. Ionilo lembra da rua toda decorada, da alegria do povo e da vibração do cortejo junino que vinha da Areia Branca.

Além da convivência no barracão da escola de samba, toda aquela atmosfera do Arraiá da João Lourenço foi basilar para que Ionillo Ribeiro se tornasse o coreógrafo premiado e reconhecido em todo o estado por seu trabalho junto a quadrilhas juninas. Sem falar na paixão pelo teatro! Como coordenadora da secretaria de Educação, a professora Ivanete, sua mãe, foi uma das idealizadoras e responsáveis pela realização do Festival de Teatro Infantil de Macaíba, que atraía grupos de todo o RN. Como o FESTIM, Ionilo recorda-se de ver inúmeras ações culturais serem planejadas na sala de sua casa, por onde transitavam artistas da cena, de todos os gêneros.

Em 2004 resolveu fazer política eleitoral, quando foi candidato a uma vaga de conselheiro tutelar, depois buscando um mandato no Legislativo municipal. Apesar de ainda não ter sido eleito, sempre obteve votações expressivas e traz consigo uma lição que desconsidera qualquer interpretação de derrota. Para ele, cada passo foi de aprendizado e conquistas.

Hoje sente-se totalmente preparado e experiente para exercer um mandato defensor de todas as áreas fundamentais à comunidade, não somente a cultura.

Parabéns ao amigo Ionilo Ribeiro por toda a estrada que já trilhou e pelos caminhos que planeja seguir em defesa de causas que jamais são próprias, mas sempre coletivas, respeitosas ao nosso povo.

Macaíba lhe abraça e agradece!

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