Homenagem

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Há 35 anos o Mestre Lua está no céu!

Sobre Luiz Gonzaga não precisamos dizer nada! Basta sentir o legado que ele deixou para a nossa identidade como nordestino. Acreditem! O nordeste seria muito menos colorido sem os versos de Gonzaga, muito mais árido e esquecido; se o nosso São João já está tão descaracterizado, imaginem sem as influências gonzagueanas?!

Definitivamente, Luiz Gonzaga vive na alma de cada nordestino que sente orgulho de sua terra. Foi e continuará sendo o brasileiro do século, dos séculos.

Ele nos deixou aos 76 anos, num 02 de agosto como este, em 1989. Olhando para a lua, celebremos seus quase 112 anos.

Sua bênção, Mestre Gonzaga!

Nota do Gato Preto: O mês de agosto é cruel. Assim como Luiz Gonzaga, foi data de morte de pilares da nossa cultura, como Jorge Amado, Dorival Caymmi, Drummond, Raul Seixas, Agepê, Dalva de Oliveira, além de dois grandes estadistas: JK e Getúlio Vargas.

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Cascudo: 38 anos de encantamento

Um dos mais respeitados pesquisadores do folclore e da etnografia no Brasil, Luís da Câmara Cascudo viveu quase toda a sua vida no Rio Grande do Norte. Lia, recebia visitas e escrevia muito. Em suas viagens, fazia amigos e ouvia histórias. Trocava correspondências com bastante frequência.

Por ser um homem muito querido, Cascudo era constantemente abordado por pessoas, seja por escrito ou ao pé do ouvido, e acabava sendo um constante receptor de informações de toda a sorte, incluindo relatos de causos que embalaram o sono ou provocaram sustos em gerações e gerações. Como historiador, enriqueceu a sua obra com pesquisas sobre o homem no Brasil, deixando um precioso legado repleto de referências da sabedoria popular e da cultura brasileira.

Em 1954, foi lançado o seu trabalho mais importante como folclorista, o Dicionário do Folclore Brasileiro, reconhecido no mundo inteiro. No campo da etnografia, publicou vários títulos importantes, como Rede de Dormir, em 1959, e História da Alimentação no Brasil, em 1967. Mais tarde, veio Geografia dos Mitos Brasileiros, com o qual recebeu o Prêmio João Ribeiro da Academia Brasileira de Letras (ABL).

Cascudo trabalhou até os seus últimos anos de vida, tendo sido agraciado com dezenas de honrarias e prêmios. Morreu aos 87 anos. Até hoje, a sua obra é preservada e divulgada através do Instituto Câmara Cascudo (Ludovicus), que mantém o acervo do autor na mesma casa em que ele residiu por cerca de 40 anos na cidade de Natal.

Grupo Editorial Global

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44 anos sem Paulo Sérgio

Filho do alfaiate Carlos Beath de Macedo e de Hilda Paula, Paulo Sérgio Macedo nasceu no município de Alegre, no Espírito Santo, em 10 de março de 1944. Ainda criança, participou de um concurso de calouros e fazia pequenas apresentações na cidade. 

1968

Em 1968, o cantor Paulo Sérgio lançou seu primeiro grande sucesso — Última Canção. O disco foi um sucesso de vendas em todo o país.

Durante toda a sua carreira, muito curta, por sinal, gravou 13 discos e algumas coletâneas, chegando ao impressionante número de 10 milhões de cópias vendidas em todo o Brasil.

Teve uma carreira meteórica, apesar de ser considerado um imitador de Roberto Carlos. Este fato aborrecia Paulo Sérgio. O rei Roberto Carlos chegou a lançar um disco com o título — O inimitável. 

1972

Em 1972, o cantor se casou em segredo com Raquel Telles Eugênio, filha de ricos fazendeiros da pequena cidade de Castilho, interior de São Paulo. 

1974

Em 1974, nasceu seu filho Rodrigo. Um ano depois, Paulo Sérgio gravou um dos seus mais conhecidos sucessos — Quero Ver Você Feliz. A princípio, a música foi uma homenagem ao filho recém-nascido. Foi pai de Rodrigo Telles Eugenio Macedo, Jaqueline Lira de Macedo, Paula Mara de Macedo.

1977

Em 1977, a música — Eu Te Amo Eu Te Venero— consolidou o artista, que chegou, por conseguinte, a ser cogitado como sucessor de Roberto Carlos.

1980

Em 27 de julho de 1980, o cantor se apresentou no programa Clube do Bolinha, na Tv Bandeirantes. Logo após a apresentação, já na saída, foi xingado e hostilizado por uma mulher que se dizia fã. O cantor, que tinha outras duas apresentações no mesmo dia, tentou ignorar a mulher, no entanto, ela atirou uma pedra em seu Camaro de cor branca. Paulo Sérgio, por conseguinte, ficou irritado e chegou a correr atrás da mulher. Neste mesmo dia, posteriormente, queixou-se de dores fortes na cabeça, mas não foi ao médico e seguiu para suas apresentações. 

No segundo show, após cantar a quinta canção, inegavelmente abatido, o cantor Paulo Sérgio pediu desculpas ao público, e retirou-se do palco. Antes, prometeu terminar a apresentação em uma outra ocasião — promessa que nunca seria cumprida.

O cantor Paulo Sérgio teve uma morte prematura, aos 36 anos, em decorrência de um derrame cerebral às 20h30 do dia 29 de julho de 1980. Seu corpo foi sepultado no cemitério do Caju no Rio de Janeiro a pedido de seus pais.

Roberto Carlos não pôde comparecer, mas enviou uma enorme coroa de flores com os seguintes dizeres: “Meu coração está em luto pois morreu meu grande ídolo”.

Paulo Sérgio nunca conheceu o fracasso

Paulo Sérgio foi um artista que nunca conheceu o fracasso. É assim que o jornalista, historiador e autor de Eu não sou cachorro, não e Roberto Carlos em detalhes, Paulo César de Araújo, define seu xará.

Paulo Sérgio de Macedo foi um dos precursores de um estilo de balada romântica, mais tarde chamado de brega, que influenciou toda uma geração de cantores e compositores populares surgidos a partir de 1968, como Odair José, Fernando Mendes e Fredson, entre outros.

O pesquisador lembra que, embora se credite diretamente ao trabalho de Roberto Carlos a existência dos artistas chamados de cafonas, houve forte influência de Paulo Sérgio nesse processo.

“Dessa geração dos anos 1970, a geração AI-5, ele é um dos mais representativos. Foi ele quem retrabalhou a fórmula da balada romântica e abriu as portas do mercado discográfico para uma nova geração de cantores populares, que começava a carreira num momento em que o ciclo da Jovem Guarda chegava ao fim, os tropicalistas estavam no exílio e o próprio Roberto estava num processo de transição. Paulo facilitou o sucesso de toda uma turma que surgia”, constata.

A disputa com o rei

Outro ponto destacado pelo historiados eram as comparações entre Paulo Sérgio e seu conterrâneo capixaba Roberto Carlos — como já destacamos. Com timbres parecidos e, para alguns, fisicamente semelhantes, a mídia da época fez questão de apimentar a disputa.

O historiador, relembra, que quando surgiu, Paulo imitava seu grande ídolo, Altemar Dutra, entretanto, quando gravou o primeiro disco, em 1968, já foi no estilo do Rei.

“O Roberto era a grande referência da música jovem na época. E era meio natural que quem despontasse fosse influenciado. O primeiro disco do Paulo foi na linha do Roberto e muitos o apontavam como o novo Rei. Até o Chacrinha afirmou isso”, lembra. E a própria gravadora de RC explorou a polêmica quando lançou, no mesmo ano, o LP O inimitável. “Paulo sempre disse que essa ‘imitação’ era algo natural, que não era forçada. Eles tinham vozes parecidas. Mas ele ganhou autonomia, seguiu fazendo sucesso, mas não superou o Roberto”, opina.

Homenagens ao cantor Paulo Sérgio

No final da década de 80, Paulo Sérgio foi homenageado através do histórico LP: Paulo Sérgio & Amigos, um lançamento especial da gravadora Copacabana em parceria com o SBT. No disco póstumo, foram feitas junções das vozes de Paulo Sérgio com os maiores expoentes da MPB na época, como: Antônio Marcos, Wanderley Cardoso, Jerry Adriani, Perla, Chitãozinho & Xororó, Ângelo Máximo, Jair Rodrigues, entre outros a emocionante participação do próprio filho de Paulo Sérgio então com 12 anos, cantando a música: Quero ver você feliz (Meu filho). Foram feitas modificações na letra original pelo compositor Carlos Roberto para que pai e filho pudessem cantar juntos.

O disco foi um projeto audacioso e inédito no mundo inteiro, vendendo mais de dois milhões de cópias e ganhou vários discos de ouro e de platina. Na época, o LP foi feito exclusivamente para ajudar Rodrigo que passava por problemas financeiros e todos os artistas participantes cederam seus direitos a criança.

O filho Rodrigo, que era mágico profissional, morreu em 2016, aos 42 anos, vítima de esclerose múltipla.

Paulo Sérgio foi um artista que encantou multidões e tem fãs até os dias atuais. Esta é mais uma história que merece ser contada pelo Tudo Em Dia.

TV Tudo em Dia

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Cacilds: 30 anos sem o gênio do humor, Mussum

Nascido no dia 7 de abril de 1941, Mussum cresceu no Morro da Cachoeirinha, em Lins de Vasconcelos, subúrbio do Rio de Janeiro. Filho de família humilde, não foi o humor que prevaleceu entre suas primeiras escolhas profissionais. Serviu por vários anos na Aeronáutica e, paralelamente, começou uma carreira musical. No início dos anos 1960, criou, junto com amigos, o grupo Os Sete Morenos – que, anos mais tarde, mudaria o nome para Originais do Samba. Os músicos gravaram mais de dez LPs e ganharam três discos de ouro: ‘Tragédia no Fundo do Mar’, ‘Esperanças Perdidas’ e ‘Do Lado Direito da Rua Direita’.

Estreia na Globo

O ator estreou na Globo, em 1966, no programa humorístico ‘Bairro Feliz’ (no ar desde o ano anterior), com os colegas do Originais do Samba. Consta que, nesta época, o comediante Grande Otelo apelidou Antônio Carlos Bernardes Gomes de Muçum, que viraria seu nome artístico com a mudança na grafia: Mussum.

No ano seguinte, foi convidado pelo comediante Chico Anysio para trabalhar na TV Tupi, onde participou do programa ‘Escolinha do Professor Raimundo’. Nesta época, criou o jeito de falar que se tornaria sua marca registrada, ao pronunciar as palavras com a última sílaba terminando em “is” – como em “portuguesis” ou “aritimetiquis”. Em 2008, por ocasião da eleição de Barack Obama para a presidência dos Estados Unidos, essa pronúncia serviu de mote para a galhofa que foi a criação de uma imagem em que Mussum aparecia travestido de presidente americano – inspirada no cartaz do político criado pelo artista gráfico Shepard Fairey. Abaixo da paródia, lia-se: “Obamis”. A estampa, criada por um designer carioca, virou febre e começou a aparecer em várias camisetas.

Ainda no fim dos anos 1960, Mussum participou de programas na TV Excelsior e na TV Record. Nesta última, no início dos anos 1970, contracenou com os humoristas Renato Aragão, o Didi, e Manfried Santana, o Dedé, no programa ‘Os Insociáveis’, que seria um embrião do grupo ‘Os Trapalhões’. Em 1974, o trio foi para a TV Tupi para estrelar um programa com três horas de duração, desta vez com o nome com o qual passariam a se apresentar: ‘Os Trapalhões’. Enquanto grupo, porém, os ‘Trapalhões’ já existiam desde 1966, na TV Excelsior, no programa ‘Adoráveis Trapalhões’ – que contava, além de Renato Aragão e Dedé Santana, com Wanderley Cardoso, Ivon Curi e Ted Boy Marino. Na TV Tupi, o trio passou a contar com o comediante mineiro Mauro Gonçalves, o Zacarias, formando o quarteto que consagraria o grupo: Didi, Dedé, Mussum e Zacarias.

‘Os Trapalhões’ na Globo

‘Os Trapalhões’ foram contratados pela Globo, em 1976, tendo estreado em dois programas especiais, exibidos em janeiro e fevereiro de 1977. Logo em seguida, em março, os comediantes estrearam um programa próprio, ‘Os Trapalhões’, que ficou no ar até 1994. Durante este tempo, o humorístico passou por algumas alterações – tendo sido as mais significativas a presença do público assistindo aos esquetes (1982), as gravações externas (1983), a transmissão ao vivo (1988) e a inserção de quadros de personagens fixos, como ‘Trapa Hotel’ (1990), ‘Vila Vintém’ (1992), ‘Agência Trapa Tudo’ (1992) e ‘Nos Cafundós do Brejo’ (1993) –, mas manteve como base os esquetes isolados protagonizados pelo quarteto.

O programa ficou no ar com edições inéditas até 1994, ano em que Mussum morreu – o quarteto já tinha perdido Zacarias, que havia morrido em 1990. De 1994 a 1995, foram exibidos os melhores momentos desde 1977.

Comédia e samba

Durante os primeiros anos dos ‘Trapalhões’, Mussum conciliou suas atividades na televisão com sua carreira nos Originais do Samba. Em 1981, no entanto, ele decidiu deixar o grupo para se dedicar integralmente à carreira de humorista. Segundo ele próprio contou em entrevistas, o público dos Originais do Samba começava a ir aos shows mais para ouvir suas piadas do que para ouvir música. Em um show no interior de São Paulo, chegou a ser anunciado como “o trapalhão Mussum e os Originais do Samba”, e o comediante se deu conta de que era a hora de largar a carreira musical.

Entre 1983 e 1984, eles passaram por uma crise que quase os levou à separação. Renato Aragão chegou a fazer um filme sozinho, ‘O Trapalhão na Arca de Noé’ (1983), de Del Rangel, enquanto os três colegas fizeram, sem ele, o filme ‘Atrapalhando a Suate’ (1983), de Victor Lustosa e Dedé Santana. Seis meses após terem anunciado a separação, eles se reconciliaram e voltaram a gravar juntos. No carnaval de 1988, foram homenageados no tema do samba-enredo da escola Unidos do Cabuçu que desfilou no Rio de Janeiro.

Durante sua passagem pela Globo, Mussum também participou dos programas especiais da campanha ‘Criança Esperança’, promovida pela emissora e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), em prol dos direitos da infância e da adolescência. A campanha foi lançada no programa em homenagem aos 20 anos de carreira dos ‘Trapalhões’, exibido em 28 de dezembro de 1986.

Cinema

A carreira de Mussum no cinema foi ligada aos ‘Trapalhões’, desde o primeiro filme, ‘O Trapalhão no Planalto dos Macacos’ (1976), de J.B. Tanko. Daí em diante, foram mais de 20 filmes com o grupo, até ‘Os Trapalhões e a Árvore de Juventude’ (1991), de José Alvarenga Jr. Trabalhou também como compositor no já citado ‘Atrapalhando a Suate’ e em ‘Os Trapalhões no Rabo do Cometa’ (1986), dirigido pelo amigo Dedé Santana.

Em julho de 1994, Mussum submeteu-se a um transplante de coração. Ele sofria de miocardiopatia, doença que provoca o inchaço do coração a ponto de comprometer seu funcionamento. Uma infecção hospitalar, no entanto, provocou sua morte, aos 52 anos, no dia 30 daquele mês. Ele deixou mulher e quatro filhos, entre eles Mussunzinho, que, embora não seja comediante, seguiu a carreira do pai e hoje está na televisão.

O GLOBO

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27 de julho: Dia do Motociclista

Moto, motocicleta ou motoca, não importa. A verdade é que o veículo motorizado de duas rodas, como é classificado pelo Departamento de Trânsito, independente da marca, do ano e modelo, possui vários nomes e apelidos concedidos carinhosamente por quem o adora. E é por essa paixão que não poderia deixar de existir o Dia do Motociclista.

Entretanto, outra nomenclatura tem causado discussão entre os apreciadores do veículo: as diferenças entre motoqueiro e motociclista. Apesar de haver preconceito sobre o significado, a explicação é que o primeiro se refere a uma pessoa que usa a moto como renda, os motoboys. Já o seguinte trata-se de um mero apreciador que conduz a motocicleta como meio de transporte ou lazer.

De onde vieram os termos motoqueiro e motociclista?

A palavra “motoqueiro” foi adotada a partir de campanhas publicitárias que exibiam pessoas com mau comportamento no trânsito. Com o tempo, o nome tornou-se pejorativo e traz até os dias de hoje discussões entre os amantes das duas rodas.

Em contrapartida, considera-se motociclista o piloto apaixonado por motos, que geralmente compartilha a paixão com grupos chamados de motoclubes. Tais conjuntos são formados por pessoas de diferentes classes sociais e profissões em torno de uma mesma paixão.

27 de julho Dia do Motociclista

Se você já se perguntou qual o Dia do Motociclista e o motivo da data, saiba que ela é em homenagem póstuma a Marcus Bernardi, motociclista e mecânico da Honda, que morreu em 27 de julho de 1974, o dia, proposto pelo deputado federal Alcides Franciscatto, em 1984, celebra todos os que, seja profissionalmente ou por hobby, pilotam motocicletas.

O Dia Nacional do Motociclista e as comemorações

A partir da oficialização da data do Dia dos Motociclistas, a Associação Brasileira de Motociclistas (ABRAM) instituiu, no ano 2000, a Semana Nacional do Motociclista e o Prêmio ABRAM de Motociclismo, além disso, propôs à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios) a emissão de um selo homenageando o setor de duas rodas.

Por conta da importância para a classe, o selo postal em comemoração às motocicletas se transformou em uma edição especial com mais de um milhão de cartelas produzidas. Na época, a ação trouxe alguns modelos das seis maiores marcas de motos presentes no Brasil.

Suhai

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José Orlando vai receber Título de Cidadão potiguar em grande show no TAM

Nesta quinta-feira, 25, grandes nomes da música brega potiguar estarão juntos no palco do Teatro Alberto Maranhão. Será uma uma noite memorável a partir das 19h.

Fernando Luiz, Carlos Alexandre Jr Messias Paraguai, Ary Maia e tantos outros também irão homenagear o cantor José Orlando, o Pistoleiro do Amor, que na ocasião receberá o Título de Cidadão Norte-Riograndense, outorgado pela Assembleia Legislativa por proposição do deputado Ubaldo Fernandes.

José Orlando nasceu em Pedreiras, cidade do interior do Maranhão, no dia 11 de julho de 1954. Com 15 anos foi morar em Fortaleza, onde tudo começou. Ganhou um violão da mãe e aprendeu a tocar sozinho. Fez suas primeiras composições e teve como padrinho musical o saudoso Alípio Martins.

Homenagem merecida a um grande representante da nossa cultura popular.

O show tem o apoio do Governo do Estado, por meio da Fundação José Augusto, e a entrada é gratuita.

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10 anos sem Ariano

Ariano Suassuna (1927- 2014) foi um escritor brasileiro; poeta, romancista, ensaísta, dramaturgo, professor e advogado. “O Auto da Compadecida”, sua obra-prima, foi adaptada para a televisão e para o cinema. Sua obra reúne, além da capacidade imaginativa, seus conhecimentos sobre o folclore nordestino.

Em 1989 foi eleito para a cadeira n.º 32 da Academia Brasileira de Letras. Em 1993 foi eleito para a cadeira n.º 18 da Academia Pernambucana de Letras e em 2000 ocupou a cadeira n.º 35 da Academia Paraibana de Letras.

Infância e Formação

Ariano Vilar Suassuna nasceu no Palácio da Redenção, na cidade de Nossa Senhora das Neves, hoje João Pessoa, capital da Paraíba, em 16 de junho de 1927.

Filho de João Urbano Pessoa de Vasconcelos Suassuna, na época, governador da Paraíba, e de Rita de Cássia Dantas Villar, foi o oitavo dos nove filhos do casal. Passou os primeiros anos de sua infância na fazenda Acahuan, no município de Sousa, no sertão do Estado.

Durante a Revolução de 1930, seu pai, ex-governador da Paraíba e então deputado federal, foi assassinado por motivos políticos, no Rio de Janeiro. Em 1933 sua família mudou-se para Taperoá, no sertão da Paraíba, onde Ariano iniciou seus estudos primários. Teve os primeiros contatos com a cultura regional assistindo às apresentações de mamulengos e os desafios de viola.

Em 1938 sua família mudou-se para a cidade do Recife, Pernambuco, quando Ariano entrou para o Colégio Americano Batista, em regime de internato. Em 1943 ingressou no Ginásio Pernambucano, importante colégio do Recife. Sua estreia na literatura se deu nas páginas do Jornal do Commercio, em 1945, com o poema “Noturno”.

O Auto da Compadecida

Em 1955, Ariano escreveu a peça O Auto da Compadecida, que se enquadra na tradição medieval dos Milagres de Nossa Senhora e, em que, numa história mais ou menos profana, o herói em dificuldades apela para Nossa Senhora. Em estilo simples, o humor e a sátira unem-se num tom caricatural, porém com sentido moralizante.

ariano suassuna

Ariano traz uma visão cristã sem se aprofundar em discussões teológicas, denunciando o preconceito, a corrução e a hipocrisia. No dia 11 de setembro de 1956 a peça estreou no Teatro Santa Isabel. No ano seguinte foi levada para o Rio de Janeiro e apresentada no 1.º Festival de Amadores Nacionais.

Professor de Estética

A partir de 1956, Ariano Suassuna passou a dar aulas de Estética na Universidade Federal de Pernambuco e abandonou a advocacia. Em 1957 casou-se com Zélia de Andrade Lima, com quem teve cinco filhos. Permaneceu como professor até 1994, quando se aposentou. Em 2008 voltou a dar aulas na UFPE, no curso de Letras, ministrando a cadeira de Estética.

Movimento Armorial

Em 1970, Ariano Suassuna criou e dirigiu o “Movimento Armorial”, com o objetivo de realizar uma arte brasileira erudita a partir das raízes populares. Mais do que um movimento, o Armorial buscava ser um preceito estético que partia das ideias de que era preciso criar a partir de elementos realmente originais da cultura popular do país, como os folhetos de cordel, os cantadores, as festas populares, entre outros aspectos.

Em 1971, o artista Antônio Nóbrega foi convidado para fazer parte do movimento.

Romance d’A Pedra do Reino

Em 1971, Ariano Suassuna publicou “Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai e Volta”, com mais de 700 páginas, que demorou dez anos para ser concluído. No relato do personagem “Quaderna”, utiliza elementos de cordel, da epopeia, do romance de cavalaria, das tradições populares e do mito de  Dom Sebastião, para construir uma farsa que transita entre o popular e o erudito ao mesmo tempo. No ano seguinte recebe o Prêmio de Ficção Nacional, conferido pelo Ministério de Educação e Cultura.

Desde 1993, sempre no último final de semana do mês de maio, acontece a tradicional “Cavalgada à Pedra do Reino” quando centenas de pessoas saem da cidade e vão em direção às pedras.

ariano suassuna

Quando era secretário de cultura de Pernambuco, o escritor idealizou o espaço “Ilumiara Pedra do Reino” que conta com vários totens em torno das duas pedras gigantes. Existem também 16 esculturas de personagens do episódio “Sabastianista” do romance.

Academia Brasileira de Letras

Ariano Suassuna escreveu 15 livros entre romances e poesias e 18 peças de teatro. Suas obras A Mulher Vestida de Sol, Romance d’A Pedra do Reino e O Auto da Compadecida foram transformadas em séries e filmes. Em 1989, Ariano foi eleito para a Academia Brasileira de Letras. Em 1990 ocupou a cadeira nº. 32.

Aula Espetáculo

Em 1995, Ariano assumiu a Secretaria Estadual de Cultura, no governo de Miguel Arraes. As aulas-espetáculos se tornam um projeto de governo para difundir no Estado e no Brasil a cultura Pernambucana. Ariano recebia inúmeros convites para realizar “aulas-espetáculos” em várias partes do país, quando, com seu estilo próprio e seus “causos” imaginativos, deixava o público encantado.

Últimos Anos

Em 2007, Ariano Suassuna assumiu a Secretaria Especial de Cultura do Estado de Pernambuco, convidado por Eduardo Campos. No segundo mandato do governador, Ariano passou a integrar a Assessoria Especial do governo do Estado.

Além de dar aulas-espetáculo, Ariano vinha trabalhando na obra “O Jumento Sedutor”, que começou a escrever em 1981. Também fazia as ilustrações do livro e dizia que estava tentando, pela primeira vez, fundir seu romance com teatro e poesia. 

Ariano Suassuna faleceu no Recife, no dia 23 de julho de 2014, decorrente das complicações de um AVC hemorrágico.

Frases de Ariano Suassuna

  • “Arte para mim não é produto de mercado. Podem me chamar de romântico. Arte para mim é missão, vocação e festa.”
  • “Tenho duas armas para lutar contra o desespero, a tristeza e a morte: o riso a cavalo e o galope do sonho. É com isso que enfrento essa dura e fascinante tarefa de viver.”
  • “Que eu não perca a vontade de ter grandes amigos, mesmo sabendo que, com as voltas do mundo, eles acabam indo embora de nossas vidas.”
  • “O sonho é o que leva a gente para frente. Se a gente for seguir a razão, fica aquietado, acomodado.”
  • “A humanidade se divide em dois grupos, os que concordam comigo e os equivocados.”

Obras de Ariano Suassuna

  • Uma Mulher Vestida de Sol, 1947
  • Cantam as Harpas de Sião (ou o Despertar da Princesa), 1948
  • Os Homens de Barro, 1949
  • Auto de João da Cruz, 1950 (Prêmio Martins Pena)
  • Torturas de um Coração, 1951
  • O Arco Desolado, 1952
  • O Castigo da Soberana, 1953
  • O Rico Avarento, 1954
  • Ode, 1955 (poesia)
  • O Auto da Compadecida, 1955
  • O Casamento Suspeito, 1956
  • A História de Amor de Fernando e Isaura, 1956
  • O Santo e a Porca, 1958
  • O Homem da Vaca e o Poder da Fortuna, 1958
  • A Pena e a Lei, 1959
  • A Farsa da Boa Preguiça, 1960
  • A Caseira e a Catarina, 1962
  • O Pasto Incendiado, 1970 (poesia)
  • Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai e Volta, 1971 (parte da trilogia)
  • Iniciação à Estética, 1975
  • A Onça Castanha e a Ilha Brasil, 1976 (Tese de Livre Docência)
  • História d’O Rei Degolado nas Caatingas do Sertão: ao Sol da Onça Caetana, 1976 (parte da trilogia)
  • Sonetos Com Mote Alheio, 1980 (poesia)
  • Poemas, 1990 (Antologia)
  • Almanaque Armorial, 2008

ebiografia

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Doutor Dorgival!

O poeta cantador Dorgival Dantas receberá a maior honraria da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN. Ele será homenageado com o Título Doutor Honoris Causa durante a Assembleia Universitária 2024, que acontecerá em 28 de setembro celebrando os 56 anos da Instituição.

A indicação do Título foi aprovada pelo Conselho Universitário, que é presidido pela reitora Cicília Maia.

Dorgival nasceu em 1971, em Olho D’Água do Borges. Intérprete, compositor, arranjador, produtor musical, sanfoneiro, o legado seu legado vai além do musical. Recentemente foi nomeado Embaixador do Turismo Potiguar, em reconhecimento pelo seu papel na promoção da cultura e das belezas naturais potiguares. Atualmente é um dos principais expoentes do tradicional forró brasileiro – ao lado de artistas como Flávio José, Chambinho do Acordeon, Mestrinho e outros – colocando o Rio Grande do Norte em relevância pela qualidade do seu trabalho e pela referência  que, ao longo do tempo, tem se tornado para uma nova geração de músicos.  

Além de Dorgival Dantas, a UERN também concederá honrarias a outras personalidades, como o título de Professor Honoris Causa a Luiz Katu, o primeiro indígena a ser homenageado pela Universidade.

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90 anos sem “Padim Ciço”

Padre Cícero foi uma importante figura religiosa que atuou no vale do Cariri, no sul do estado do Ceará. Ele viu sua vida religiosa se transformar quando, supostamente, presenciou um milagre na realização da Eucaristia em Juazeiro. Também se transformou em uma importante liderança política naquela região.

A notícia do milagre, que teria acontecido durante uma missa, fez Juazeiro atrair peregrinos de todas as partes do Nordeste, e padre Cícero se tornou em uma figura de devoção popular. A Igreja Católica não reconheceu o milagre e excomungou o padre, sendo que sua reabilitação só foi anunciada em 2015.

Nascimento e juventude

Padre Cícero nasceu em Crato, mas foi em Juazeiro que ele se tornou uma das figuras religiosas e políticas mais importantes do Ceará.

Cícero Romão Batista, marcado na história brasileira como padre Cícero, nasceu no dia 24 de março de 1844, na cidade de Crato, no Ceará. Muitos afirmam que ele nasceu no dia 23 de março, mas não existem evidências disso. Ele era filho de Joaquim Romão Batista e Joaquina Vicência Romana, também conhecida como dona Quinô.

Seu pai era um pequeno comerciante em Crato. Da sua lojinha, Joaquim sustentava sua família, que se completava, ainda, com as filhas Maria Angélica, mais velha, e Angélica Vicência, mais nova. Cícero teve uma infância simples, mas, ainda assim, ele teve acesso aos estudos.

Ele recebeu educação formal por meio de um tutor, depois se matriculou em uma escola régia, e, por fim, foi enviado para uma escola no sertão da Paraíba. Seus estudos foram interrompidos com a notícia do falecimento de seu pai, quando ele tinha 18 anos de idade. Retornando para Crato, ele, além de lidar com a morte do pai, teve de lidar com a notícia da falência do comércio que sustentava a família.

A historiadora Jacqueline Hermann aponta o fato de que os relatos da vida de Cícero já mostram que, desde pequeno, ele possuía forte ligação com certo misticismo, anunciando que tinha visões e revelações|1|. Foi supostamente em um desses acessos místicos que Cícero teve uma visão de seu pai anunciando que a família não passaria por dificuldades.

Isso de fato aconteceu porque seu padrinho, o coronel Antônio Luiz Alves Pequeno, socorreu a família de seu afilhado no momento de maior necessidade. O coronel, que era um homem riquíssimo, decidiu financiar os estudos de Cícero em Cajazeiras (Paraíba), e depois pagou por seus estudos no Seminário de Prainha, em Fortaleza.

Vida religiosa

No cursinho, Cícero encontrou grandes diferenças entre a religiosidade de Fortaleza e a do vale do Cariri (onde fica a cidade de Crato). Isso se deveu ao fato de que o interior do Ceará sofria com a pouca presença de autoridades eclesiásticas, sobretudo pelo fato de que essas autoridades não estavam dispostas a visitar tais regiões.

O jornalista Lira Neto aponta que essa situação criou um problema do ponto de vista do controle realizado pela Santa Sé. Ele afirma que esse “vácuo [de presença das autoridades católicas] deu origem a uma religiosidade espontânea no meio do povo, um misticismo rico em manifestações, mas pouco afeito ao controle e aos rituais da Igreja oficial”.|2|

Em sua formação como padre, Cícero encontrou um ensino rígido no seminário de Fortaleza. Lá, ele não era considerado um dos melhores alunos, sobretudo nas disciplinas de oratória e canto gregoriano. Além disso, teve problemas com o reitor do seminário, que não concordava com suas opiniões místicas.

O reitor do seminário, o francês Pierre-Auguste Chevalier, chegou a sugerir que Cícero não fosse ordenado padre, mas o bispo do Ceará, dom Luis Antônio dos Santos, decidiu ir contra essa recomendação e ordenou Cícero Romão padre no dia 30 de novembro de 1870. Conhecido como padre Cícero agora, ele decidiu retornar para Crato depois de sua ordenação.

Em 1871, padre Cícero foi convidado para celebrar uma missa em Juazeiro, povoado vizinho a Crato. Lá, ele supostamente teve um sonho, interpretado como uma mensagem divina para que ele ficasse no povoado e cuidasse de suas questões religiosas. Padre Cícero recebeu um convite para permanecer no povoado em abril de 1872. No mesmo ano, ele se tornou o capelão da Capela de Nossa Senhora das Dores.

Milagre

A vida de padre Cícero mudou radicalmente quando ele tinha 45 anos. Em março de 1889, durante uma missa, supostamente um milagre aconteceu, quando Maria de Araújo, uma lavadeira de 28 anos, viu sua hóstia tornar-se vermelha como o sangue. O milagre seguiu ocorrendo em outras missas, até que o reitor do seminário de Crato anunciou para os fiéis que a hóstia de Maria de Araújo tinha sido tingida pelo sangue do próprio Jesus Cristo.

O caso virou notícia na imprensa, sobretudo porque anunciava que o suposto milagre eucarístico (relativo à Eucaristia) repetia-se. O acontecido acabou forçando as autoridades da Igreja Católica a investigarem o que acontecia no vale do Cariri. O bispo do Ceará, dom Joaquim José Vieira, por sua vez, recusava-se a aceitar os acontecidos em Juazeiro e anunciou que a transformação da hóstia pelo sangue de Jesus Cristo era falsa.

Padre Cícero insistiu para que a diocese de Fortaleza enviasse uma comissão, a fim de investigar os supostos milagres que aconteciam no Cariri. A comissão foi enviada para a região em 1891 e foi formada por Clycério da Costa, Francisco Ferreira Antero, ambos padres, e também por dois médicos, Marcos Rodrigues Madeira e Ildefonso Correia Lima.

Tanto os médicos quanto os padres concluíram que não havia explicação natural para a transformação da hóstia em sangue, o que fazia do acontecido um milagre. O bispo ordenou que uma segunda comissão investigasse o caso, e foi concluído que o evento era uma farsa. Bispo dom Joaquim optou por favorecer a segunda comissão.

Essa situação deixou padre Cícero sem apoio da Igreja Católica. Ele lutou durante toda a sua vida pelo reconhecimento do milagre, mas a Igreja da época não o reconheceu, pois os supostos milagres eucarísticos não se adequavam à teologia católica do período. Apesar do não reconhecimento da Igreja Católica, os milagres de Juazeiro atraíram uma multidão de fiéis para a cidade, transformando-a num local de peregrinação.

A insistência de padre Cícero em defender os milagres fez com que a Igreja Católica o punisse. Em 1892, ele foi proibido de pregar, celebrar missas e de se confessar, e, em 1894, uma ordem vinda de Roma anunciou que os acontecidos em Juazeiro não seriam considerados milagres. A Igreja também anunciou que peregrinações para a cidade estavam proibidas.

O Geossítio Colina do Horto, onde fica localizada a estátua do Padre Cícero, em Juazeiro do Norte, é o ponto turístico mais buscado no triângulo do Crajubar.

Padre Cícero como figura de devoção

A decisão da Igreja Católica só reforçou as diferenças que existiam entre a religiosidade popular no interior do Brasil e o que era celebrado pelas autoridades eclesiásticas. Apesar das decisões da Igreja contra o milagre, as peregrinações e padre Cícero, nada mudou na crença popular. As pessoas continuaram peregrinando para o vale do Cariri, tornando a região muito relevante.

Padre Cícero, por sua vez, mesmo punido pela Igreja, tornou-se uma personalidade local bastante relevante, transformando-se em figura de veneração popular e conquistando enorme capital político no Cariri. O resultado disso foi que ele se consolidou com uma liderança no povoado de Juazeiro.

A devoção em Juazeiro fortaleceu a peregrinação de pessoas para o Cariri e permitiu o surgimento de quatro irmandades no local. O crescimento das irmandades, sobretudo da Legião da Cruz, fez com que a mensagem do padre Cícero se fortalecesse, garantindo mais fiéis e financiamento para a igreja liderada por ele em Juazeiro.

Assim, como definiu Jacqueline Hermann, “quanto mais se via repudiado pela Igreja, mais aumentava o prestígio do Patriarca de Juazeiro”.|3| O termo “patriarca” se refere ao fato de que  padre Cícero ocupava uma posição de autoridade tanto religiosa quanto política em Juazeiro. Sua popularidade se expressou pela própria irmandade Legião de Cristo, que teve 10 mil adeptos.

Enquanto liderança política, padre Cícero se aliou a outros nomes da política local e defendeu a emancipação do povoado de Juazeiro. Em 1911, a emancipação de Juazeiro foi reconhecida politicamente, e a cidade se desligou de Crato. Depois disso, padre Cícero foi eleito primeiro prefeito de Juazeiro. O nome atual da cidade (Juazeiro do Norte) só foi adotado na década de 1940.

Padre Cícero, ainda, articulou um pacto entre os coronéis da região. Esse acordo, assinado em 4 de outubro de 1911 e conhecido como “pacto dos coronéis”, foi um acordo político no qual os coronéis da região do vale do Cariri se comprometiam a pôr fim nas suas desavenças para apoiar o governo do Ceará e o chefe da oligarquia desse estado, Antônio Pinto Nogueira Accioly. Muitos falam também que padre Cícero teria tido laços com membros do cangaço.

Padre Cícero está sepultado na Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Juazeiro do Norte

Morte

Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Juazeiro do Norte, onde foram enterrados os restos mortais de padre Cícero.
O poder político de padre Cícero declinou a partir da década de 1920, bem como a sua saúde. A Revolução de 1930 marcou o fim de qualquer influência política do padre em Juazeiro e no Ceará. Com a idade bastante avançada, restou a ele aceitar os novos tempos, principalmente porque sua saúde já não era a mesma.

Os últimos anos de padre Cícero foram marcados pela ocorrência de uma catarata que o deixou cego do olho esquerdo e com visão mínima do olho direito. O padre, ainda, passou por uma cirurgia para tentar recuperar sua visão, mas não obteve sucesso nisso. Também teve nefrite e graves problemas intestinais.

Seus últimos meses foram de grande agonia por conta do seu estado de saúde, e seu falecimento aconteceu no dia 20 de julho de 1934. Padre Cícero lutou por toda a vida pelo reconhecimento do milagre de Juazeiro e por sua reabilitação, mas não viveu para ver isso acontecer.

A reabilitação do “padim Ciço”, como é popularmente conhecido, só aconteceu no dia 13 de dezembro de 2015, depois de nove anos de trabalho de uma comitiva da Igreja Católica criada para estudar a vida do padre brasileiro.”

Brasil Escola

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