Homenagem

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Morto há 50 anos, Lupicínio Rodrigues era pai da “sofrência”

Sofrência era palavra inexistente no dicionário da música brasileira quando Lupicínio Rodrigues (16 de de setembro de 1914 – 27 de agosto de 1974) compôs, entre as décadas de 1940 e 1950, músicas que atravessariam gerações no imaginário nacional.

Mas já existia, claro, a dor de amor, a velha dor-de-cotovelo, matriz daquele que é tido oficialmente como o primeiro samba-canção, Linda flor (Ai, yoyô) (Henrique Vogeler, Luiz Peixoto e Marques Porto, 1929).

Como a Yoyô do pioneiro samba-canção, Lupicínio Rodrigues pareceu ter nascido para sofrer de amor. E expiou a dor em letras diretas, doídas, escritas com altas doses de amargura e desejos de vingança.

É por isso que neste agosto de 2024, mês em que a morte do compositor gaúcho completa 50 anos, tem-se a impressão de Lupicínio permanece vivo. A obra de fato está viva. Não somente pelas regravações, mas porque os sentimentos nada nobres que habitam o coração ferido no cancioneiro do autor reverberam em quase toda a música do Brasil, sobretudo em obras como a da sertaneja feminista Marilia Mendonça (1995 – 2021), voz quente que renovou o repertório da eterna dor-de-corno.

A diferença é que Marília rejeitou o papel de vilão que normalmente cabe à mulher no cancioneiro de Lupicínio e apontou o dedo para os homens. Em sintonia com a moral machista da época em que viveu, o compositor muitas vezes se portou nas letras – algumas de disfarçado caráter biográfico, outras de inspiração nas dores alheias – como o macho orgulhoso que culpa a mulher pela traição e pelo infortúnio do amor a dois.

Mas é justo reconhecer que Lupicínio deu o braço e o coração a torcer num dos mais inspirados sambas-canção do autor, Volta (1957), reavivado em 1973 na voz imortal de Gal Costa (1945 – 2022).

Também é justo reconhecer que a sobrevivência da obra de Lupicínio na alma popular e na discografia do Brasil extrapola o teor das letras das músicas geralmente compostas pelo artista sem parceiros.

Lupicínio Rodrigues também foi exímio melodista. Basta ouvir sambas-canção como Nervos de aço (Lupicínio Rodrigues, 1947), Esses moços (Pobres moços) (1948), Vingança (1951), Nunca (1952), a já mencionada Volta (1957) e Ela disse-me assim (Vá embora) (1959) para atestar o encaixe preciso de letra e música. O que justifica sucessivas regravações dessas músicas. Se a dor é intensa, a melodia é depurada e segue caminho sempre original.

Principal criador da sofrência na música veiculada na era do rádio, Lupicínio Rodrigues segue vivo – 50 anos após a morte do compositor – porque música boa é atemporal, sobretudo se versar sobre abandono, (des)amor e rejeição, fatalidades das quais ninguém escapa.

Por Mauro Ferreira – Jornalista carioca que escreve sobre música desde 1987, com passagens em ‘O Globo’ e ‘Bizz’. 

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Dia do fotógrafo e da fotografia, 19 de agosto

Antônio Maré e o memorialista Marcelo Augusto

Mais uma vez a Revista Coité pede licença ao colunista Marcelo Augusto para republicar uma das postagens de suas redes sociais, feita em 14 de julho de 2021…

Em nome de todos os fotógrafos de Macaíba e do mundo, homenagem a Antônio Maré!

“Antônio Maré é um ser humano incrível. Homem bom, cidadão de respeito, e um dos mais antigos retratistas macaibenses, numa especialidade que poucos gostavam. Fotografar defuntos.
Isso mesmo! Nas escadarias do patamar da Igreja Matriz se colocava o caixão sem a tampa, e os familiares ficavam todos ao lado do féretro. E aí, o nosso retratista clicava. ‘Pronto, pode fechar.’

Homem sábio, honesto, conhecedor do mundo. É proprietário de um imóvel ao lado do mercado de baixo, onde tem uma oficina de fazer chaves, amolar tesoura, abrir cadeado, e mais uma centena de especialidades que só ele sabe. Hoje não clica mais, apesar de possuir mais de uma dezena de câmeras, todas analógicas.

Rendo homenagens ao amigo Antônio Maré, por quem dispenso um grande respeito e uma distinta consideração.

Tiramos a máscara só para a foto. Como ele mesmo disse: ‘Se tirarmos o retrato de máscara, vamos ficar muito feio.’
Pronto, tiramos sem máscara, e ficamos “menos” feios.

Viva o retratista Antônio, o Antônio maré de Macaíba.”

Foto: Maria Silvânia

Texto: Marcelo Augusto. 

Hoje também é Dia do Ator; Dia Nacional do Historiador; e Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua.

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O Brasil jamais esquecerá Sílvio Santos!

Ele é uma rara unanimidade. Sílvio Santos foi, para todos, o maior e mais importante comunicador do Brasil.

Quem acompanha esta Revista Coité, sabe que gostamos de destacar efemérides e homenagear a memória dos que partiram. Dias atrás, inclusive, lembramos que agosto sempre foi de muitas perdas. Assim como Sílvio, Luiz Gonzaga, Jorge Amado, Dorival Caymmi, Drummond, Raul Seixas, Agepê, Dalva de Oliveira, JK e Getúlio Vargas partiram num mês como este. 

Vá com Deus, Sílvio! Muito obrigado pelos domingos inesquecíveis e por tudo o que fez pela cultura e comunicação do nosso país.

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Parabéns, Emídio!

É dia dos amigos de Macaíba e parceiros abraçarem Emídio Júnior pelo seu aniversário.

Uma data de muita felicidade e boas vibrações. Afinal, grandes desafios estão à porta.

Saúde, alegrias, fé e sabedoria em sua caminhada.

Parabéns, prefeito!

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Parabéns aos canhotos!!!

Fico imaginando onde algum gênio viu a necessidade de se instituir o Dia do Canhoto… 

Pois é hoje! 13 de agosto, data lembrada em nível internacional.

Também é dia dos Economistas e dos Encarcerados.

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12 de agosto, Dia Internacional da Juventude

Dia Internacional da Juventude celebra o poder e o potencial dos jovens.

O foco deste ano é o papel fundamental dos jovens no aproveitamento da tecnologia para promover o desenvolvimento sustentável.

Em todo o mundo, os jovens estão transformando cliques em progresso, aproveitando ao máximo as ferramentas digitais para enfrentar os desafios locais e globais – desde a mudança climática até o aumento das desigualdades e a crescente crise de saúde mental.

Mas para atingirmos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável é necessária uma mudança sísmica – que só pode acontecer se capacitarmos os jovens e trabalharmos com eles.

Isso significa acabar com as divisões digitais, aumentar os investimentos em educação, pensamento crítico e alfabetização informacional, combater os preconceitos de gênero que frequentemente dominam o setor de tecnologia e apoiar jovens inovadores na expansão de soluções digitais.

À medida que a Inteligência Artificial remodela nosso mundo, os jovens também devem estar à frente e no centro da formação de políticas e instituições digitais.

Cúpula do Futuro do próximo mês é uma oportunidade de criar mecanismos globais de solução de problemas que sejam mais conectados e inclusivos. Peço aos líderes que usem a Cúpula para promover a participação dos jovens em todos os níveis, estabelecer órgãos consultivos para os jovens, promover o diálogo intergeracional e ampliar a participação dos jovens em todas as áreas.

Vocês podem contar com o Escritório da ONU para a Juventude e com toda a família da ONU para apoiar os jovens.

Juntos, vamos aproveitar a energia e as ideias da juventude para moldar um futuro mais sustentável.

Mensagem do secretário-geral da ONU, António Guterres, para o Dia Internacional da Juventude, assinalado em 12 de agosto.

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Funcionário mais antigo do mundo morre aos 102 anos em Santa Catarina

Morreu nesta na última sexta-feira (2), aos 102 anos, o catarinense Walter Orthmann, conhecido como o funcionário mais antigo do mundo em uma mesma empresa —feito que o levou para o Guinness World Records em 2018.

Orthmann dedicou 86 anos de sua vida à empresa têxtil RenauxView, de Brusque, no Vale do Itajaí, em Santa Catarina. Em 1938, aos 15 anos, ingressou na tecelagem como assistente de expedição, enrolando tecidos e escrevendo etiquetas. Em quase nove décadas de trabalho, recebeu o salário em oito moedas diferentes e viu a modernização da indústria acontecer diante dos olhos.

“Na minha carteira, o meu salário é na casa dos milhões. Hoje, não vale nada”, brincou Orthmann em entrevista à Folha em 2013, aos 90 anos.

Como office-boy, ia com a própria bicicleta até o banco buscar o dinheiro para entregar aos operários. Depois, no setor de faturamento, contava tudo manualmente, já que ainda não existia máquina para calcular. Em 1955, passou a viajar pelo país, primeiro de ônibus e depois de avião, para conhecer clientes.

Aos 90 anos, no cargo de gerente de vendas, continuava viajando um terço do ano. “Trabalhar é saúde. Se ficar em casa, você fica doente. Ao mesmo tempo, no trabalho, você não pode ficar nervoso. É preciso trabalhar com alegria e fazer o que gosta. Eu faço o que gosto. Conheço todos os tipos de tecido, todos os panos. Não gosto de tirar férias”, disse à época.

Aos cem, mantinha uma rotina diária de exercícios e ia dirigindo para o trabalho todos os dias. Seguia no mesmo posto de gerente, orientando funcionários mais novos e acompanhando as vendas que, em muitos casos, só fechavam com o atendimento dele.

Em janeiro deste ano, quebrou mais uma vez o próprio recorde e comemorou o 86º ano de empresa. O idoso estava afastado das atividades por problemas de visão, mas compareceu à RenauxView para receber as homenagens. Em abril, também recebeu a visita dos colegas de trabalho em casa para comemorar o aniversário de 102 anos.

Pai de oito filhos, Orthmann era cidadão querido da população de Brusque. Durante a pandemia, foi o primeiro da cidade a ser vacinado contra a Covid-19 e, em 2022, reuniu mais de 700 convidados na festa de aniversário de cem anos.

Na ocasião, disse à Folha que o trabalho era um propósito para se manter ativo. “Se as pessoas não têm um motivo para se levantar da cama, elas não vivem”, disse ele.

A morte foi confirmada pela empresa em comunicado nas redes sociais. “Que o exemplo, as lembranças e as valiosas contribuições de Walter permaneçam vivas em nossas memórias e sirvam como inspiração para as gerações futuras”, diz o texto.

“A partida de Walter deixa um grande vazio em nosso cotidiano, sendo profundamente sentida por todos que tiveram o privilégio de compartilhar momentos e experiências com ele”, lamenta a empresa. O velório ocorreu nesta sexta e continua no sábado, dia em que será sepultado, em sua cidade-natal.

 

Por Helena Schuster

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Parabéns à competência da macaibense Ceiça Ribeiro

Faz tempo que a jovem Ceiça Ribeiro é amiga deste repórter Gato Preto e faz tempo que conheço sua competência, seu talento para a comunicação. Para citar só alguns dos seus predicados, pessoa de fino trato, sempre gentil, educada, de voz doce e bem colocada.

Ela já atuou em emissoras de rádio de Macaíba e durante muito tempo foi a voz feminina do Midway Mall. Certamente, quase todos os leitores desta revistacoite já a ouviram por lá. Desde as saudações nas cancelas dos estacionamentos, aos informes no serviço de sonorização do shopping.

Agora, a menina da Rua José Coelho alça outros voos. Foi aprovada com destaque no recente concurso público da Câmara Municipal de Natal, o primeiro que aquela Casa realizou para a área de eventos, e já está atuando no Cerimonial de lá, lidando com atos protocolares, zelando pelas formalidades, atuando na produção de eventos oficiais, atos solenes…

Parabéns, Ceiça!

Seu sucesso representa muito bem a força das mulheres conterrâneas de Auta de Sousa.

Continue seguindo! Vá longe!

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23 anos sem o Amado Jorge

Jorge Amado nasceu em 10 de agosto de 1912, na cidade baiana de Itabuna. O escritor fez faculdade de Direito, no Rio de Janeiro, mas não exerceu a profissão de advogado. Durante alguns anos, viveu no exterior, por questões políticas. E fez sucesso mundial com seus romances.

O romancista faz parte da Geração de 1930 do modernismo brasileiro. Suas obras, portanto, valorizam a cultura regional e apresentam crítica sociopolítica. O romance Gabriela, cravo e canela é um dos livros mais famosos desse autor, que faleceu em 6 de agosto de 2001, em Salvador.

Seu pai era fazendeiro, produtor de cacau. Com um ano de idade, o escritor foi morar em Ilhéus. Mais tarde, estudou no colégio Antônio Vieira e no ginásio Ipiranga, na cidade de Salvador, onde trabalhou no Diário da Bahia.

No ano de 1923, seu professor, o padre Luiz Gonzaga Cabral (1866-1939), descobriu que o menino tinha talento como escritor, ao ler uma de suas redações. A partir daí, passou a estimular o pequeno Jorge a ler clássicos da literatura mundial. Dois anos depois, o rapaz fugiu do colégio interno e viajou até Sergipe, onde estava a casa de seu avô paterno.

Em 1931, publicou seu primeiro livro, o romance O país do carnaval. Era o início de uma carreira literária de grande sucesso. Dois anos depois, se casou com Matilde Garcia Rosa (1913-1986). Desse relacionamento, nasceu sua filha Lila. No Rio de Janeiro, em 1935, o autor se formou em Direito.

Era comunista e, por isso, foi preso e teve seus livros queimados em praça pública. Assim, fugindo da perseguição do Estado Novo, viveu na Argentina e no Uruguai durante os anos de 1941 e 1942, quando voltou ao Brasil e foi novamente preso. Solto, foi mantido sob vigilância.

Então, escreveu para a Folha da Manhã, de São Paulo, além de atuar como secretário do Instituto Cultural Brasil-União Soviética. Em 1943, voltou a publicar romances no Brasil, após seis anos de proibição de suas obras. Já em 1944, o casamento com Matilde chegou ao fim.

No ano seguinte, foi eleito deputado federal por São Paulo, como membro do Partido Comunista Brasileiro. Ainda no ano de 1945, ele se casou com a escritora Zélia Gattai (1916-2008). Como deputado, Jorge Amado criou a lei que protege a liberdade de culto religioso.

“Mas, com a volta à ilegalidade do PCB, em 1947, o escritor, a esposa e o filho foram viver na França. Assim, quando a primeira filha do autor faleceu, em 1949, ele não pôde comparecer ao enterro. No ano seguinte, foi expulso da França, por ser comunista. Era o início da Guerra Fria.

Então, se mudaram para Praga, onde nasceu sua segunda filha. Voltaram ao Brasil em 1952 para viver no Rio de Janeiro. Nos Estados Unidos, durante o macarthismo, a entrada do autor e de suas obras foi proibida naquele país. Em 1955, o romancista decidiu se afastar da política e se dedicar apenas à literatura.

Com a venda dos direitos, para o cinema, do romance Gabriela, cravo e canela, em 1961, o escritor mandou construir sua casa em Salvador, onde residiu de 1963 até a sua morte, em 6 de agosto de 2001. Era o fim de uma vida marcada pela atuação política e pelo sucesso mundial como romancista.

Jorge Amado foi o quinto ocupante da cadeira 23 da Academia Brasileira de Letras, cujo patrono é o escritor José de Alencar (1829-1877). Eleito em 6 de abril de 1961, o autor tomou posse em 17 de julho do mesmo ano.

Principais características da obra de Jorge Amado:

O escritor Jorge Amado faz parte da Geração de 1930 do modernismo brasileiro. As obras de autores dessa geração apresentam as seguintes características:

Neorregionalismo: elementos da cultura regional; no caso de Jorge Amado, da cultura baiana.

Ausência de idealizações: ao contrário do regionalismo romântico, as obras da Geração de 30 não apresentam caráter idealizador.

Neorrealismo: as narrativas são realistas, mas, ao contrário do realismo do século XIX, apresentam parcialidade por parte do narrador.

Crítica sociopolítica: a obra mostra os problemas sociais e a negligência das autoridades políticas.

Determinismo: o destino de alguns personagens é determinado pelo meio em que vivem, mas, ao contrário do determinismo naturalista, no modernismo, o narrador vê solução para o problema, caso haja uma transformação do meio.

Valorização do espaço: o meio se torna imprescindível para a construção do personagem.

Linguagem objetiva: o texto é claro e direto, visando ao entendimento imediato do(a) leitor(a).

Narrativa envolvente: por possuir uma intenção política, o narrador busca envolver os leitores no enredo, para que eles não abandonem a leitura.

Obras de Jorge Amado:

O país do carnaval (1931) — romance.

Cacau (1933) — romance.

Suor (1934) — romance.

Jubiabá (1935) — romance.

Mar morto (1936) — romance.

Capitães da areia (1937) — romance.

A estrada do mar (1938) — poesia.

ABC de Castro Alves (1941) — biografia.

O Cavaleiro da Esperança (1942) — biografia.

Terras do sem fim (1943) — romance.

São Jorge dos Ilhéus (1944) — romance.

Bahia de Todos os Santos (1945) — guia.

Seara vermelha (1946) — romance.

O amor do soldado (1947) — peça de teatro.

O mundo da paz (1951) — relato de viagem.

Os subterrâneos da liberdade (1954) — romance.

Gabriela, cravo e canela (1958) — romance.

A morte e a morte de Quincas Berro d’Água (1961) — romance.

Os velhos marinheiros ou O capitão de longo curso (1961) — romance.

Os pastores da noite (1964) — romance.

Dona Flor e seus dois maridos (1966) — romance.

Tenda dos milagres (1969) — romance.

Teresa Batista cansada de guerra (1972) — romance.

O gato Malhado e a andorinha Sinhá (1976) — infantojuvenil.

Tieta do Agreste (1977) — romance.

Farda, fardão, camisola de dormir (1979) — romance.

Do recente milagre dos pássaros (1979) — contos.

O menino grapiúna (1982) — memórias.

A bola e o goleiro (1984) — infantil.

Tocaia grande (1984) — romance.

O sumiço da santa (1988) — romance.

Navegação de cabotagem (1992) — memórias.

A descoberta da América pelos turcos (1994) — romance.

O milagre dos pássaros (1997) — fábula.

Hora da guerra (2008) — crônicas.

Por Warley Souza
Professor de Literatura

Veja mais sobre “Jorge Amado” em: https://brasilescola.uol.com.br/literatura/jorge-amado.htm

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Josivaldo continua em cena!

Josivaldo era amigo deste repórter Gato Preto. Merece a menção que o fazemos neste domingo de lembranças.

Em sua memória, Marcelo Augusto, memorialista e colunista compulsório desta Revista, escreveu:

“A arte teatral macaibense sempre foi muito forte, rica, robusta, cujos personagens de ontem e de hoje sobem elegantemente nos palcos que a vida propicia.
Hoje me lembro de JOSIVALDO TAVARES DE SOUZA, que foi ator, produtor, dramaturgo e funcionário público municipal de Macaíba. Um menino esforçado, organizado e boa gente.
Era muito talentoso, sabia encenar, gostava muito disso. Macaíba lhe deve este reconhecimento, pois nasceu, viveu e morreu aqui, pisando nos palcos que lhe facultavam.
Sempre trazia em sua pasta uma peça escrita, pronta para ser mostrada ao público, principalmente o da sua terra.
Dias antes do seu falecimento conversamos muito sobre teatro.
Não pôde estrear sua última peça, foi embora.
O palco de Josivaldo será sempre o coração do seu público que permanece aqui (…)
Até breve!”


Foto: Cedida 

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Sobre a amizade

Com a campanha política quase ganhando as ruas e as datas se entrelaçando, as redes sociais do amigo Josian Florêncio, conhecido por todos como Jó, fizeram questão de lhe lembrar esta passagem que ainda faz seu peito apertar. Prontamente ele reenviou a este Gato Preto. Na foto, três dos que empunharam microfones na campanha política de 2020. Este repórter se fez ladear por Jó e pelo inesquecível César, uma das vozes mais fortes e competentes que já ouvimos por aqui. Ele nos deixaria um ano depois deste registro, em 28 de setembro de 2021.

“Hoje me bateu saudade do meu grande amigo e irmão César (Fofão)! No início da campanha de 2020 ele me confidenciou que só entraria naquele projeto profissional por nossa amizade, já que não pretendia mais se envolver em campanhas. Mas a paixão pela adrenalina da política falou mais alto e fizemos aquela campanha com gás total, num entrosamento único, foi memorável. Mal sabíamos que seria a derradeira. Saudades, meu amigo!” – Texto enviado ao blog por Jó, comunicador.

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