Brasil reforça ações de conscientização no Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez

Celebrado em 10 de novembro, o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez foi instituído em 2017 com o objetivo de conscientizar a população sobre os cuidados com a audição e a importância do diagnóstico precoce. A data também busca promover o respeito, a acessibilidade e a inclusão das pessoas com deficiência auditiva, chamando a atenção para os impactos da perda auditiva na qualidade de vida e na comunicação. Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 10 milhões de brasileiros apresentam algum grau de deficiência auditiva, e quase 60% dos casos poderiam ser evitados com medidas simples de prevenção.

A perda auditiva pode ocorrer por diferentes causas, incluindo exposição excessiva ao ruído, infecções, envelhecimento e uso inadequado de dispositivos eletrônicos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda limitar o uso de fones de ouvido a, no máximo, uma hora por dia e em volume moderado. Manter uma boa higiene desses equipamentos, tratar infecções corretamente e evitar introduzir objetos no ouvido são atitudes essenciais para preservar a audição. Em ambientes de trabalho com altos níveis de ruído, o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) é indispensável para reduzir os riscos.

Especialistas reforçam que a prevenção deve estar associada à realização de exames auditivos periódicos com fonoaudiólogos ou otorrinolaringologistas. O acompanhamento profissional permite detectar precocemente alterações na audição e iniciar o tratamento adequado. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atendimento gratuito para avaliação e reabilitação auditiva, incluindo o fornecimento de aparelhos auditivos, o que amplia o acesso à saúde auditiva em todo o país.

Além da data de 10 de novembro, o Brasil também celebra o Dia Nacional do Surdo em 26 de setembro, em homenagem à criação do Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines), fundado em 1857, no Rio de Janeiro. Ambas as datas reforçam o compromisso nacional com a inclusão e com a valorização das pessoas surdas, incentivando o diálogo sobre políticas públicas, prevenção e respeito à diversidade.

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