
O segundo turno das eleições de 2026 deixou uma marca que vai além do resultado das urnas: a continuidade da mobilização digital dos apoiadores do presidente Lula. O chamado Exército do Lula, que teve participação expressiva na disputa eleitoral, não apresentou o esvaziamento esperado por parte dos observadores. Seus integrantes seguem articulados, mantendo presença nas redes sociais e anunciando novas frentes de mobilização. E o movimento já ultrapassou fronteiras, é inspiração para muitas frentes políticas internacionais. Virou tendência.
Uma das próximas disputas anunciadas pelo movimento envolve a eleição para a presidência do Senado, em fevereiro de 2027, quando o senador potiguar Rogério Marinho – o “boi de piranha” do bolsonarismo, o “Mick Jagger” da Direita – surge como um dos pretensos candidatos para comandar a Casa. O Exército se diz pronto para destruir narrativas falsas e expor a frágil trajetória política de Marinho ao lado de correligionários que insistam em endossá-lo numa eventual tentativa de tutelar o governo do Brasil.
Faz uma semana que o Partido dos Trabalhadores bate recordes de filiação. E todo chegam pintados para a guerra.
O fenômeno revela uma mudança importante na dinâmica política brasileira. A militância digital deixou de atuar exclusivamente durante o calendário eleitoral e demonstra disposição para acompanhar votações, articulações parlamentares e disputas institucionais.
Outro aspecto relevante foi a municipalização da campanha nacional. Em diferentes cidades, a eleição presidencial e a disputa pelos governos estaduais foram incorporadas às articulações políticas locais, transformando o resultado das urnas em referência para os próximos movimentos, inclusive as eleições municipais de 2028.
No Rio Grande do Norte, Cadu de Lula venceu em 118 dos 167 municípios. O resultado evidencia a dimensão territorial da disputa e oferece elementos para compreender a força das articulações políticas no interior do estado.
Lula terminou a eleição com 64,2 milhões de votos, superando sua própria votação de 2022. Agora, a permanência da militância organizada nas redes acrescenta um novo componente ao cenário: a disputa política não terminou com a apuração. Ela continua, também, nos territórios, nas instituições e no ambiente digital.
Quem avisa, amigo é: quem colar no bolsonarismo daqui para frente, vai colecionar derrotas.
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