37 anos depois, Carlos Alexandre permanece vivo na memória da música popular

No dia 30 de janeiro, completam-se 37 anos da morte de Carlos Alexandre, um dos cantores e compositores potiguares de maior projeção nacional na música popular romântica. Nascido em Nova Cruz, no Rio Grande do Norte, o artista iniciou a carreira ainda jovem, quando usava o nome artístico de Pedrinho, e teve a primeira música gravada em 1975. A mudança para São Paulo marcou o início de sua consolidação profissional, com a assinatura de contrato com a gravadora RGE e o lançamento de sucessos que rapidamente conquistaram o público em todo o país.

O reconhecimento veio de forma expressiva a partir de 1978, com o compacto que ultrapassou 100 mil cópias vendidas e abriu caminho para o LP Feiticeira, que alcançou cerca de 250 mil unidades comercializadas e ganhou edição em espanhol. Ao adotar o nome artístico Carlos Alexandre, em homenagem ao padrinho, o cantor consolidou uma identidade que se tornaria símbolo da música romântica popular. Ao longo de 11 anos de carreira, lançou 14 álbuns, três compactos, teve mais de 200 músicas gravadas e recebeu 15 discos de ouro, além de um de platina, segundo registros da indústria fonográfica brasileira.

Autor de canções marcantes como Feiticeira, A Ciganinha, Índia e Cartão Postal, Carlos Alexandre teve obras regravadas por nomes como Genival Lacerda, Gilliard, Barros de Alencar e Falcão, além de inspirar novas gerações de artistas. Em 2005, sua contribuição à cultura musical foi celebrada no projeto Tributo a Carlos Alexandre, realizado no Teatro Alberto Maranhão, em Natal, reunindo intérpretes de diferentes estilos e reafirmando a atualidade de sua obra. Pesquisadores da música popular destacam que suas composições retratavam o cotidiano, os afetos e os conflitos amorosos com linguagem direta e sensível, o que explica sua permanência no imaginário coletivo.

Carlos Alexandre morreu em 30 de janeiro de 1989, aos 31 anos, em um acidente de carro na estrada RN-093, quando retornava de um show em Pernambuco. O sepultamento, realizado no dia seguinte em Natal, reuniu uma multidão de fãs e marcou de forma definitiva a história cultural do Rio Grande do Norte. A data reforça a relevância de seu legado para a música brasileira e também lembra que, em 30 de janeiro, celebram-se o Dia Nacional das HQs, o Dia do Padrinho, o Dia Mundial da Não Violência e Cultura de Paz e o Dia da Saudade.

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