23 de abril de 2026

Eleições 2026

Governo do RN: Novas pesquisas mostram maioria de indecisos, mas confirmam liderança de Allyson

A corrida pelo Governo do Rio Grande do Norte entra em uma nova fase e os números mais recentes revelam uma mudança clara no cenário eleitoral. Após um início marcado por equilíbrio entre os principais nomes, os levantamentos divulgados ao longo de abril apontam a consolidação da liderança do ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, do União Brasil. Ele aparece com 39,20% na pesquisa Data Ranking em parceria com o Fonte83, registrada no TRE-RN sob o número RN-09960/2026, e chega a 40,4% no levantamento Data Census divulgado pelo RN News, registrado sob RN-05562/2026. O dado chama atenção quando comparado ao cenário de março, quando havia empate técnico com o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, indicando uma mudança relevante no comportamento do eleitor potiguar.

Os dados mostram uma trajetória de crescimento e reposicionamento ao longo das últimas semanas. Na pesquisa da Tribuna do Norte em parceria com o Instituto Consult, realizada entre 15 e 18 de março e registrada sob RN-03877/2026, Álvaro Dias liderava com 31,18%, seguido de perto por Allyson com 29,24%, dentro da margem de erro de 2,37 pontos percentuais. Já em abril, levantamentos como o do Instituto Affare, registrado sob RN-07670/2026, ainda indicavam um cenário competitivo, com Álvaro marcando 32,6%, Allyson 27,8% e Cadu Xavier 25,0%. Outras pesquisas, como a do Instituto Veritá, registrada sob RN-02256/2026, reforçavam o empate técnico. Nos dados mais recentes, porém, Allyson ultrapassa a marca dos 40% em diferentes estudos, enquanto Álvaro recua para a faixa entre 18% e 20% e Cadu Xavier oscila entre cerca de 9% e 13,8%. Ao mesmo tempo, chama atenção o volume de indecisos, que chega a 60,6% no voto espontâneo segundo a Data Census.

Esse movimento já impacta o ambiente político em cidades estratégicas como Natal, Mossoró, Parnamirim e Caicó, onde a disputa ganha novos contornos a cada rodada de pesquisa. A vantagem atual de Allyson, somada ao menor índice de rejeição entre os principais nomes, estimado em 4,2% pela Data Census, pressiona adversários a reorganizar estratégias. Ainda assim, o cenário permanece aberto diante do número expressivo de eleitores sem decisão definida. Com mais de 2,6 milhões de eleitores no estado, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral, o Rio Grande do Norte caminha para uma eleição dinâmica, com potencial de mudanças e forte mobilização nas ruas e nas redes sociais.

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Inclusão

Prefeitura de Macaíba inicia debates para construção do Plano de Políticas de Promoção à Igualdade Racial

A Prefeitura Municipal de Macaíba, através da Secretaria de Igualdade Racial, Direitos Humanos e Cidadania, realizou na manhã desta quarta-feira (22) a primeira reunião para construção do Plano Municipal de Políticas de Promoção à Igualdade Racial. O encontro aconteceu na sede da Câmara Municipal, reunindo representantes dos povos tradicionais da cidade, além de pessoas com deficiência assistidas pela APAE Macaíba. Esta foi a primeira da série de reuniões previstas para a construção do plano, um momento inédito na história da cidade.

A reunião foi coordenada pelo secretário de Igualdade Racial, Direitos humanos e Cidadania, Cícero Militão, e contou com as presenças da presidente da Câmara, a vereadora Erika Emídio, de Maria do Carmo, técnica pedagógica do setor de Educação do Campo e Diversidade vinculada à Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e do Lazer (Seec/RN). O momento de abertura contou com as falas de representantes dos povos quilombolas, indígenas, ciganos, povos de terreiro, além de membros das Secretarias de Educação e Assistência social de Macaíba.

De acordo com Cícero Militão, a elaboração do Plano Municipal é um elemento importante na construção de políticas públicas. “Esse plano não é algo estático, engessado, mas ele pode ser o elemento que pode nos levar a pensar políticas e que elas possam ser executadas. E a partir disso, a gente possa estruturar a manutenção dessas políticas”, afirmou.

Maria Barbosa é da comunidade quilombola de Capoeiras e falou sobre sua vivência e a relevância deste primeiro encontro: “Sou militante do movimento negro e quilombola desde 1993 e nesse período eu entro para somar, pois já tinham pessoas nessa luta. E estar aqui hoje, nesse momento, para fazer uma reunião, é tão importante para nós que fizemos parte dessa luta para que hoje Macaíba falasse sobre a inclusão, a equidade”, relatou.

Na ocasião, os participantes no plenário foram divididos em três grupos, cada um direcionado a um eixo temático, para elaboração de propostas. Os eixos trabalhados foram: educação, cultura, esporte e lazer; assistência social; liberdade de crença e de culto, comunidade LGBTQIAPN+, mulheres e juventude negra.

Cada grupo apresentou suas propostas, dentre estas, destacam-se ações de assistência à população, capacitação profissional, assim como ações de combate ao preconceito e ao racismo religioso. Ao final do encontro, houve a votação para uma comissão do Plano Municipal. A lista completa de titulares e suplentes será publicada no Diário Oficial do Município.

Imagem: Raphael Oliveira

Saúde

23 de abril: educação de surdos avança no Brasil, mas inclusão ainda enfrenta desafios reais

O Dia Nacional da Educação de Surdos, celebrado em 23 de abril, coloca em evidência uma pauta que vai muito além da sala de aula: o direito à comunicação e à inclusão plena de milhões de brasileiros. A data marca conquistas importantes, como o fortalecimento da Língua Brasileira de Sinais e a ampliação do acesso à educação, mas também expõe um cenário que ainda exige atenção, principalmente quando se observa a realidade de escolas públicas e a formação de profissionais capacitados.

Segundo dados do IBGE, cerca de 5% da população brasileira possui algum grau de deficiência auditiva, o que representa mais de 10 milhões de pessoas. Dentro desse universo, aproximadamente 2,7 milhões são surdos profundos. A educação bilíngue, que prioriza a Libras como primeira língua e o português como segunda, é considerada essencial para garantir aprendizado de qualidade e autonomia. Reconhecida oficialmente desde 2002, a Libras não é apenas uma ferramenta de comunicação, mas uma língua completa, com estrutura própria. Ainda assim, a falta de intérpretes, a escassez de professores preparados e a desigualdade regional continuam sendo obstáculos concretos, especialmente fora dos grandes centros urbanos.

Mais do que uma data comemorativa, o 23 de abril funciona como um termômetro social. Ele revela o quanto o país avançou na inclusão, mas também o quanto ainda precisa evoluir para garantir igualdade de oportunidades. Em um cenário onde a comunicação define acesso à educação, trabalho e cidadania, investir na educação de surdos é investir em um Brasil mais acessível e justo. O debate que cresce nas redes não é apenas sobre inclusão, mas sobre pertencimento e respeito às diferenças.

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