Saúde

Glaucoma: o perigo silencioso que ameaça a visão

Pouca gente percebe quando ele começa, mas o impacto pode ser definitivo. Celebrado neste 12 de março, o Dia Mundial do Glaucoma acende o alerta para a principal causa de cegueira irreversível no mundo. Segundo a Sociedade Brasileira de Oftalmologia, a doença é responsável por grande parte dos casos de deficiência visual no país. Silencioso na maioria das vezes, o glaucoma evolui sem dor ou sinais aparentes, o que torna o diagnóstico precoce a principal arma contra a perda permanente da visão.

O glaucoma danifica o nervo óptico, geralmente em razão do aumento da pressão intraocular. O tipo mais comum, chamado de ângulo aberto, não apresenta sintomas no início e compromete primeiro a visão periférica. A pessoa mantém nitidez no que está à frente, mas perde gradualmente a percepção lateral, quadro que pode evoluir para cegueira se não houver tratamento. Idade acima de 40 anos, histórico familiar, miopia elevada, diabetes, uso prolongado de corticoides e traumas oculares estão entre os fatores de risco. A origem costuma ter forte componente genético, o que reforça a importância do acompanhamento regular.

Não há cura, mas há controle. Colírios, procedimentos a laser e cirurgias podem interromper ou retardar a progressão da doença quando indicados no momento certo. Por isso, a recomendação é clara: consultas oftalmológicas periódicas, com medição da pressão intraocular e exame do fundo de olho, são essenciais. A data também marca o início da Semana Mundial do Glaucoma, mobilização internacional que defende o lema unidos por um mundo livre de glaucoma. No Brasil, o 26 de maio reforça essa conscientização como Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, lembrando que prevenção é, literalmente, uma questão de visão.