18 de fevereiro de 2026

Saúde

18 de fevereiro: Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo alerta para impactos do consumo excessivo no Brasil

Celebrado em 18 de fevereiro, o Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo chama a atenção para uma das principais questões de saúde pública do país, ao tratar o alcoolismo como uma doença crônica que provoca danos físicos, mentais e sociais. Dados do Instituto Brasileiro do Fígado indicam que cerca de 55% da população brasileira consome bebidas alcoólicas, sendo que uma em cada três pessoas bebe ao menos uma vez por semana. O levantamento também aponta que 18,8% dos entrevistados relataram consumo abusivo, cenário que se agravou durante a pandemia, período marcado pelo aumento de quadros de ansiedade e depressão.

O consumo excessivo de álcool está associado a doenças como cirrose, hepatite alcoólica, hipertensão, câncer e transtornos mentais, além de elevar o risco de acidentes e episódios de violência. O Ministério da Saúde alerta que padrões considerados socialmente comuns, como beber apenas aos fins de semana, podem configurar uso nocivo, capaz de causar prejuízos à saúde e à vida social. Especialistas destacam ainda que fatores como predisposição genética, início precoce do consumo, transtornos mentais preexistentes e contextos de vulnerabilidade social aumentam o risco de dependência, com impactos que podem se estender por toda a vida.

O enfrentamento do alcoolismo envolve prevenção, informação e acesso ao tratamento. O Sistema Único de Saúde oferece atendimento gratuito por meio dos Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas, com acompanhamento médico, psicológico e apoio às famílias. Grupos de ajuda mútua, como os Alcoólicos Anônimos, também exercem papel fundamental na recuperação. Especialistas reforçam que adiar o primeiro contato com o álcool, especialmente na adolescência, reduz significativamente o risco de dependência, além de destacar a importância de buscar ajuda profissional ao identificar sinais de uso problemático.

Igreja Católica

Quarta-feira de Cinzas marca o início da Quaresma e convida à reflexão

A Quarta-feira de Cinzas ocupa um lugar central na tradição cristã ao marcar o início da Quaresma, período de quarenta dias de preparação espiritual para a Páscoa. Segundo registros históricos da Igreja Católica, a prática do uso das cinzas remonta aos primeiros séculos do cristianismo, quando penitentes as utilizavam como sinal público de arrependimento e humildade. Com o passar do tempo, o rito foi incorporado oficialmente à liturgia, tornando-se um dos momentos mais simbólicos do calendário religioso.

As cinzas utilizadas na celebração são obtidas a partir da queima dos ramos abençoados no Domingo de Ramos do ano anterior, tradição preservada conforme orientações litúrgicas do Vaticano. Durante as missas, os fiéis recebem as cinzas na testa ou sobre a cabeça, acompanhadas da exortação que recorda a condição humana e a necessidade de conversão. O gesto simples carrega um significado profundo, lembrando a transitoriedade da vida e o chamado à mudança interior.

No Brasil, a Quarta-feira de Cinzas chegou com a colonização portuguesa e se consolidou como prática religiosa amplamente observada em paróquias de todo o país. De acordo com levantamentos históricos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, a data também se enraizou no imaginário coletivo como um momento de transição entre a festa do carnaval e o recolhimento espiritual. Em muitas comunidades, procissões, celebrações penitenciais e momentos de oração reforçam o caráter reflexivo do dia.

Mais do que um rito litúrgico, a Quarta-feira de Cinzas mantém relevância por seu convite à introspecção e à responsabilidade individual e coletiva. Ao abrir o ciclo quaresmal, a tradição reafirma valores como simplicidade, solidariedade e renovação espiritual. Em um cenário marcado por mudanças constantes, o simbolismo das cinzas continua a ecoar como um lembrete de humildade, esperança e compromisso com a transformação pessoal.

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