18 de fevereiro: Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo alerta para impactos do consumo excessivo no Brasil

Celebrado em 18 de fevereiro, o Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo chama a atenção para uma das principais questões de saúde pública do país, ao tratar o alcoolismo como uma doença crônica que provoca danos físicos, mentais e sociais. Dados do Instituto Brasileiro do Fígado indicam que cerca de 55% da população brasileira consome bebidas alcoólicas, sendo que uma em cada três pessoas bebe ao menos uma vez por semana. O levantamento também aponta que 18,8% dos entrevistados relataram consumo abusivo, cenário que se agravou durante a pandemia, período marcado pelo aumento de quadros de ansiedade e depressão.
O consumo excessivo de álcool está associado a doenças como cirrose, hepatite alcoólica, hipertensão, câncer e transtornos mentais, além de elevar o risco de acidentes e episódios de violência. O Ministério da Saúde alerta que padrões considerados socialmente comuns, como beber apenas aos fins de semana, podem configurar uso nocivo, capaz de causar prejuízos à saúde e à vida social. Especialistas destacam ainda que fatores como predisposição genética, início precoce do consumo, transtornos mentais preexistentes e contextos de vulnerabilidade social aumentam o risco de dependência, com impactos que podem se estender por toda a vida.
O enfrentamento do alcoolismo envolve prevenção, informação e acesso ao tratamento. O Sistema Único de Saúde oferece atendimento gratuito por meio dos Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas, com acompanhamento médico, psicológico e apoio às famílias. Grupos de ajuda mútua, como os Alcoólicos Anônimos, também exercem papel fundamental na recuperação. Especialistas reforçam que adiar o primeiro contato com o álcool, especialmente na adolescência, reduz significativamente o risco de dependência, além de destacar a importância de buscar ajuda profissional ao identificar sinais de uso problemático.



