
O Sistema Único de Saúde avança na incorporação do sequenciamento genético dos genes BRCA1 e BRCA2 para mulheres com câncer de mama que apresentam indicação de investigação de risco hereditário. A tecnologia, conhecida como Sequenciamento de Nova Geração (NGS), pode ajudar a identificar alterações associadas a maior predisposição ao câncer e contribuir para decisões de tratamento e acompanhamento. A proposta está em processo de incorporação e não significa que o exame já esteja disponível de forma ampla em toda a rede pública.
As mutações hereditárias em BRCA1 e BRCA2 estão relacionadas principalmente aos cânceres de mama e ovário. A identificação de uma alteração também pode levar à avaliação de familiares, permitindo acompanhamento especializado e, quando indicado, medidas de redução de risco. Estudos publicados pelo Instituto Nacional de Câncer destacam a relevância da testagem genética em pacientes que atendem a critérios clínicos específicos.
A incorporação nacional representa uma mudança importante em relação ao acesso ao exame, que durante anos esteve concentrado na rede privada ou em iniciativas regionais. Goiás, por exemplo, já oferece o sequenciamento de BRCA1 e BRCA2 a pacientes da rede estadual por meio do projeto Goiás Todo Rosa.
A estratégia prevista para o SUS começa pelos genes BRCA1 e BRCA2 e poderá ser ampliada posteriormente. O objetivo é estruturar uma linha de cuidado que una diagnóstico genético, acompanhamento especializado e medidas de prevenção para pacientes e familiares com risco hereditário.
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Ilustração: MedicinaSA

