
Celebrado neste 10 de fevereiro, o Dia do Atleta Profissional reconhece a trajetória de homens e mulheres que transformaram o esporte em profissão no Brasil. A data foi instituída em 1998, com a promulgação da Lei nº 9.615, conhecida como Lei Pelé, que regulamentou a atividade esportiva e passou a exigir contrato formal de trabalho entre atletas e entidades de prática desportiva. A partir desse marco legal, os atletas profissionais conquistaram direitos trabalhistas e maior segurança jurídica, fortalecendo o esporte como atividade econômica e social relevante no país.
Apesar do reconhecimento legal, seguir carreira no esporte de alto rendimento continua sendo um desafio. A rotina intensa de treinos, a pressão por resultados, a escassez de patrocínios e a desigualdade de acesso a estruturas adequadas afastam muitos talentos ao longo do caminho. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indicam que apenas uma parcela reduzida dos praticantes de esportes consegue atuar profissionalmente, o que reforça a necessidade de políticas públicas de incentivo, formação de base e investimento contínuo. Além da habilidade técnica, a carreira exige disciplina, resiliência e preparo emocional para lidar com derrotas e frustrações.
O Dia do Atleta Profissional também chama atenção para a importância do cuidado com a saúde e da prática esportiva como fator de qualidade de vida. Informações do Ministério da Saúde apontam que a atividade física regular contribui para a redução de doenças crônicas como hipertensão, diabetes e obesidade, além de melhorar o bem-estar mental. No esporte profissional, esse cuidado deve ser ainda mais rigoroso, com atenção à alimentação, à prevenção de lesões e ao combate ao uso de substâncias proibidas. Ao celebrar a data, o país reconhece não apenas os resultados e conquistas, mas o esforço diário de quem faz do esporte um exemplo de superação, dedicação e valores coletivos.

