Igreja Católica

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91 anos da morte de Padre Cícero

O dia 17 de junho reserva momentos marcantes da história brasileira que merecem ser lembrados. Uma das efemérides mais importantes é o aniversário de morte de Padre Cícero, ocorrida em 1934. Líder religioso e político nordestino, Padre Cícero é uma das figuras mais influentes do sertão, especialmente no Ceará. Sua morte provocou forte comoção popular e até hoje é lembrada com romarias em Juazeiro do Norte. Sua figura continua viva na fé popular, sendo reverenciado por milhares de devotos que o consideram um santo, mesmo sem a canonização oficial da Igreja Católica.

 

Outras efemérides:

A Revolta da Vacina, ocorrida em 1904. Embora seu ápice tenha sido em novembro daquele ano, foi nesse mês de junho que começaram as movimentações políticas que dariam origem ao conflito. O povo carioca resistia à obrigatoriedade da vacinação contra a varíola, decretada por Rodrigues Alves, e a tensão social começava a crescer de forma significativa.

Por fim, a data também é significativa para a política nacional: em 1963, o Congresso aprovou o retorno ao sistema presidencialista, após um período parlamentarista que começou com a renúncia de Jânio Quadros em 1961. Esse retorno fortaleceu a figura do presidente João Goulart, mas também intensificou as tensões políticas que culminariam no golpe militar de 1964. O 17 de junho, portanto, é um dia que nos convida a refletir sobre saúde pública, fé, cultura e democracia.

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Frei Damião: a fé que caminhava entre o povo

Frei Damião de Bozzano, nascido na Itália em 1898, se tornou uma das figuras mais queridas e emblemáticas da religiosidade popular brasileira. Chegou ao Brasil em 1931 e encontrou no Nordeste sua verdadeira missão: evangelizar o povo simples, percorrendo cidades, povoados e áreas rurais com suas santas missões. Durante mais de seis décadas, foi a presença viva da Igreja entre os mais humildes, levando palavras de consolo, fé e esperança por onde passava.

Reconhecido pela batina franciscana, a voz serena e o olhar compassivo, Frei Damião atraía multidões. Suas pregações, centradas na penitência e no amor a Deus, tocavam corações e transformavam vidas. As missas e confissões ministradas por ele se tornaram verdadeiros eventos de fé, onde o povo se reunia para ouvir suas palavras e buscar conforto espiritual. Sua caminhada missionária transformou-se em símbolo de resistência e fé num tempo em que os rincões do país viviam esquecidos pelo poder público.

Frei Damião faleceu há exatamente 28 anos, em 1997, no Recife, deixando um legado de santidade e devoção que permanece até hoje. Milhares de fiéis continuam a visitar seu túmulo em romaria, agradecendo bênçãos e mantendo viva a memória do frade que dedicou a vida inteira ao próximo. Para o povo nordestino, ele não foi apenas um missionário, mas um verdadeiro santo popular — símbolo de amor, humildade e serviço.

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São Fernando e Santa Joana D’Arc: exemplos de fé e coragem celebrados em 30 de maio

No dia 30 de maio, a Igreja Católica celebra dois santos que marcaram a história da fé cristã com coragem, liderança e um profundo amor a Deus: São Fernando e Santa Joana D’Arc. Embora tenham vivido em épocas e contextos diferentes, ambos deixaram um legado de inspiração para milhões de fiéis ao redor do mundo.

São Fernando, o rei santo

Fernando III, conhecido como São Fernando, foi rei de Castela e Leão no século XIII. Mais do que um governante sábio, foi um homem profundamente piedoso, comprometido com a justiça e com a unidade dos povos cristãos. Durante seu reinado, liderou a chamada Reconquista, processo em que os territórios cristãos da Península Ibérica foram retomados dos mouros muçulmanos. Mas sua santidade não está apenas nas vitórias militares — está, principalmente, em sua vida de oração, generosidade e no cuidado com os pobres.

Canonizado em 1671 pelo Papa Clemente X, São Fernando é lembrado por sua integridade como líder e por sempre buscar a vontade de Deus em todas as decisões. Para os católicos, ele é um exemplo de que é possível governar com justiça e santidade, mesmo em tempos de guerra e instabilidade.

Santa Joana D’Arc, a donzela guerreira

Já Joana D’Arc é uma das figuras mais marcantes da história francesa e da fé cristã. Nascida em Domrémy, no século XV, Joana era uma jovem camponesa quando começou a ouvir “vozes” que identificava como santos, instruindo-a a ajudar o Delfim da França a reconquistar seu trono, em meio à Guerra dos Cem Anos. Mesmo sendo mulher e jovem, ela liderou tropas e obteve vitórias importantes, sempre guiada por sua fé inabalável.

Capturada e acusada de heresia, Joana foi condenada e queimada na fogueira aos 19 anos. Foi canonizada em 1920 e, desde então, é considerada símbolo de coragem, obediência à vontade divina e resistência frente às injustiças. Para os fiéis católicos, Santa Joana D’Arc é prova de que Deus escolhe os pequenos para realizar grandes feitos.

Um legado que atravessa os séculos

A celebração de São Fernando e Santa Joana D’Arc em 30 de maio nos lembra que a santidade pode se manifestar em diferentes formas — seja na liderança de um rei ou na bravura de uma jovem camponesa. Ambos são faróis para aqueles que buscam viver com coragem, fé e compromisso com o bem comum.

Para os católicos, recordar esses santos é também um convite à reflexão: como podemos, em nossa própria vida, responder com fidelidade e coragem aos desafios que enfrentamos?

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Santa Rita de Cássia: A Santa das Causas Impossíveis e a Devoção dos Católicos

Foto: Canindé Soares

Santa Rita de Cássia é uma das santas mais veneradas pela Igreja Católica, conhecida como a padroeira das causas impossíveis. Nascida em 1381, na cidade de Roccaporena, Itália, ela enfrentou uma vida marcada por desafios. Casou-se jovem com um homem violento e, após a morte trágica do marido e dos filhos, decidiu seguir a vida religiosa. Ingressou no convento das freiras agostinianas em Cássia, onde passou o resto da vida dedicada à oração, penitência e caridade.

A história de Santa Rita é repleta de elementos que inspiram os fiéis até hoje. Um dos momentos mais simbólicos de sua vida ocorreu quando, durante uma oração diante do crucifixo, recebeu no corpo uma ferida semelhante à coroa de espinhos de Cristo, o que é interpretado como um sinal de sua profunda união com o sofrimento de Jesus. Sua vida foi marcada por milagres tanto em vida quanto após sua morte, levando à sua canonização em 1900 pelo Papa Leão XIII.

A devoção a Santa Rita é intensa em diversas partes do mundo, especialmente no Brasil, onde milhões de fiéis recorrem a ela em busca de ajuda em situações desesperadoras. Igrejas e capelas dedicadas à santa realizam novenas, missas e procissões, e muitos devotos relatam graças alcançadas por sua intercessão. O símbolo da rosa, frequentemente associado a ela, representa os milagres e a esperança que Santa Rita oferece aos que nela confiam.

O dia de Santa Rita de Cássia é celebrado em 22 de maio, com grande fervor religioso. Nessa data, multidões se reúnem em celebrações que misturam fé, emoção e gratidão. Em cidades como Cássia, em Minas Gerais, e Santa Cruz, no Rio Grande do Norte, acontecem grandes romarias que mostram a força da devoção popular. Para muitos católicos, Santa Rita é mais que uma santa: é uma amiga espiritual que jamais abandona os que a procuram com fé.

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Dia de São Matias, o apóstolo que substituiu Judas

Celebrado em 14 de maio, o Dia de São Matias marca a memória litúrgica do apóstolo escolhido para ocupar o lugar deixado por Judas Iscariotes entre os doze seguidores mais próximos de Jesus. Segundo os Atos dos Apóstolos, Matias foi eleito por sorteio após um processo de oração e discernimento entre os discípulos, sendo reconhecido por sua fidelidade desde o batismo de Jesus até a ascensão. Sua escolha reforça o valor da continuidade da missão apostólica e da confiança na providência divina dentro da tradição cristã.

Apesar de ser um dos apóstolos menos citados nas Escrituras, São Matias é reverenciado pela Igreja como símbolo de perseverança, fé e humildade. Em várias partes do mundo, missas e celebrações marcam a data com reflexões sobre o papel do discipulado e da missão na vida cristã. Sua festa, transferida do calendário antigo de fevereiro para maio, destaca a importância de manter viva a memória daqueles que, mesmo em silêncio, contribuíram profundamente para a propagação do evangelho.

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Milhares celebram o Dia de Nossa Senhora de Fátima e relembram suas aparições a três pastorinhos em 1917

Neste 13 de maio, fiéis ao redor do mundo celebram o Dia de Nossa Senhora de Fátima, data que marca a primeira aparição da Virgem Maria a três crianças pastoras na Cova da Iria, em Fátima, Portugal, no ano de 1917. A ocasião é lembrada com missas, procissões e orações, especialmente no Santuário de Fátima, que se tornou um dos maiores centros de peregrinação mariana do mundo.

Segundo os relatos históricos e religiosos, a Virgem Maria apareceu a Lúcia dos Santos, de 10 anos, e seus primos Francisco e Jacinta Marto, de 9 e 7 anos, respectivamente. As aparições se repetiram nos dias 13 de cada mês, entre maio e outubro daquele ano, trazendo mensagens de paz, penitência e oração, com destaque para a recitação diária do terço.

Durante essas manifestações, Nossa Senhora revelou três segredos, posteriormente conhecidos como os “Segredos de Fátima”, que envolveram visões do inferno, a previsão do fim da Primeira Guerra Mundial, o surgimento de uma nova guerra (Segunda Guerra Mundial) e perseguições à Igreja.

A fé dos três pastorinhos impressionou os fiéis e foi reconhecida pelo Vaticano. Jacinta e Francisco foram canonizados em 2017, e o processo de beatificação de Lúcia está em andamento. A devoção a Nossa Senhora de Fátima continua a atrair milhões de devotos que veem em sua mensagem um chamado à conversão e à esperança.

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O significado da Quinta-feira Santa para os cristãos

A Quinta-feira Santa é uma data de grande importância para os cristãos, pois marca o início do Tríduo Pascal, que culmina na celebração da Páscoa. Neste dia, relembra-se a Última Ceia de Jesus Cristo com seus discípulos, momento em que Ele instituiu a Eucaristia e o sacerdócio. É também a ocasião em que Jesus lavou os pés de seus apóstolos, um gesto de humildade e serviço que representa um dos pilares da fé cristã.

Historicamente, a Quinta-feira Santa tem sido celebrada desde os primeiros séculos do cristianismo, sendo incorporada oficialmente à liturgia da Igreja a partir do Concílio de Nicéia, no século IV. Ao longo dos séculos, a celebração foi se enriquecendo com rituais e símbolos, como a Missa do Lava-pés, que ocorre nas igrejas católicas. Esse momento litúrgico reforça o chamado à fraternidade, ao amor ao próximo e ao compromisso com o evangelho de Cristo.

Além de sua dimensão espiritual, a Quinta-feira Santa convida os fiéis à reflexão sobre os últimos momentos de Jesus antes de sua crucificação. É um convite à renovação da fé, ao arrependimento e à comunhão com Deus. Para os cristãos, vivenciar essa data é um meio de se reconectar com os ensinamentos de Jesus, reforçando a missão de viver com amor, humildade e entrega.

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Milhares de fiéis católicos celebram o Domingo de Ramos em Macaíba

O domingo, dia 13, foi marcado por uma das mais importantes celebrações da tradição católica: o Domingo de Ramos.

Em Macaíba, milhares de fiéis percorreram as principais ruas do Centro da cidade em procissão, que foi encerrada numa grande Missa Campal no largo da Igreja Matriz.

O Domingo de Ramos marca o início da Semana Santa, que culminará no dia 20, com a Páscoa do Senhor, e relembra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, quando foi recebido pela multidão com ramos de palmeira e mantos estendidos no caminho, simbolizando o reconhecimento do povo a Jesus como o Messias. Durante as missas deste dia, os fiéis levam ramos para serem abençoados, que representam a esperança e a fé na salvação prometida por Cristo.

Para os católicos, o Domingo de Ramos tem grande importância espiritual, pois inaugura um período de profunda reflexão sobre os últimos momentos da vida de Jesus, terminando em sua paixão, morte e ressurreição. É um convite à conversão e à renovação da fé, preparando o coração para viver intensamente os mistérios da Páscoa. Além disso, lembra a todos que seguir Jesus implica também carregar a própria cruz com humildade e amor.

Nesta segunda-feira, 14, acontecerão celebrações importantes, como a Procissão do Encontro e Missas nas igrejas de Bom Jesus dos Passos (Alfredo Mesquita) e Nossa Senhora das Dores (Loteamento São José), às 19h. A programação completa está nas redes sociais da Paróquia Nossa Senhora da Conceição de Macaíba.

Imagem: Pastoral da Comunicação

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Santo Guinefort: o cão que virou Santo e desafiou a Igreja

São Guinefort foi um cão lendário venerado como santo na França medieval, apesar da forte resistência da Igreja Católica. Segundo a lenda, Guinefort era o leal cão de um cavaleiro que vivia em uma fortaleza perto de Lyon. Um dia, enquanto seu dono estava ausente, o cachorro protegeu o filho do cavaleiro de uma cobra venenosa, matando o réptil. No entanto, ao retornar e ver sangue ao redor do berço da criança, o cavaleiro, sem perceber o que realmente havia acontecido, matou Guinefort, apenas para descobrir logo depois que o cão havia salvado seu filho. Arrependido, enterrou o animal com honra, e os camponeses locais começaram a venerá-lo como um mártir da lealdade e proteção.

Com o passar dos séculos, a tumba de Guinefort se tornou um local de peregrinação popular, onde mães levavam seus filhos para pedir proteção e cura. O culto se espalhou entre os camponeses da região, que acreditavam nos poderes milagrosos do cão. O costume envolvia rituais como passar crianças doentes através de arbustos perto da sepultura, simbolizando uma espécie de renascimento e purificação. Esse culto peculiar intrigou e incomodou as autoridades religiosas, pois representava um desafio à doutrina cristã tradicional, que não reconhecia animais como santos ou intercessores espirituais.

A Igreja Católica reagiu duramente contra a veneração de Guinefort. No século XIII, o inquisidor dominicano Étienne de Bourbon condenou o culto como uma prática supersticiosa e herege. Ele ordenou a destruição da sepultura do cão e tentou extinguir a devoção popular, advertindo os camponeses de que estavam sendo enganados por um falso santo. No entanto, apesar dos esforços da Igreja para erradicar a crença, a lenda de São Guinefort persistiu por séculos, continuando a ser transmitida oralmente entre as gerações.

A história de São Guinefort revela um fascinante embate entre a fé popular e a ortodoxia religiosa. Mesmo sem o reconhecimento oficial da Igreja, o cão se tornou um símbolo da proteção divina e da inocência injustiçada. Seu culto reflete o profundo desejo humano de encontrar santuários de esperança e milagres fora das estruturas estabelecidas. Ainda hoje, a lenda de Guinefort sobrevive como um exemplo único da relação entre devoção popular e resistência religiosa, lembrando-nos de que a fé pode florescer nos lugares mais inesperados.

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Três pulinhos: Hoje é Dia de São Longuinho

No dia 15 de março, celebramos o Dia de São Longuinho, um santo popularmente conhecido por sua intercessão em momentos de perda ou dificuldade para encontrar algo. Segundo a tradição, Longuinho foi o soldado que, durante a crucificação de Jesus, perfurou seu lado com uma lança. Após o milagre da água que brotou do ferimento, ele se converteu ao cristianismo, tornando-se um símbolo de fé e esperança. Ao longo dos séculos, a figura de São Longuinho se tornou uma figura querida entre os devotos, especialmente entre aqueles que enfrentam momentos de frustração ao perder objetos preciosos ou importantes.

Neste dia, muitos acreditam que São Longuinho tem o poder de ajudar a encontrar aquilo que foi perdido, seja um objeto material, uma solução para um problema ou até mesmo a paz de espírito. Em homenagem a ele, as pessoas costumam fazer orações e pedir sua ajuda, confiantes de que sua intercessão trará respostas. A data é marcada por um gesto simbólico de fé e pela crença de que, com a ajuda do santo, as perdas podem ser superadas e as dificuldades encontradas com mais facilidade. São Longuinho, com sua história de conversão e fé, continua a inspirar aqueles que buscam a ajuda divina em momentos de incerteza.

 

Neste 15 de março também celebramos o Dia do Consumidor, Dia Internacional de Combate a Islamofobia e o Dia das Confissões Sinceras.

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Santa Dulce dos Pobres: 33 anos de encantamento

Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, mais conhecida como Irmã Dulce, nasceu em 26 de maio de 1914, em Salvador, Bahia. Desde a infância, demonstrou vocação para ajudar os mais necessitados, influenciada pelo exemplo de caridade dentro de sua própria família. Aos 18 anos, ingressou na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus e passou a dedicar sua vida à assistência social. Durante décadas, enfrentou desafios para oferecer cuidados a pessoas em situação de vulnerabilidade, fundando, em 1959, o que viria a se tornar a instituição que leva seu nome: as Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), referência no atendimento médico e social no Brasil.

A atuação de Irmã Dulce foi marcada por um compromisso incansável com os mais pobres e doentes. Mesmo com poucos recursos, ela transformou um simples galinheiro em um hospital improvisado, onde começou a acolher doentes e desabrigados. Seu trabalho chamou a atenção de líderes religiosos e políticos, garantindo apoio para expandir suas ações beneficentes. Ao longo dos anos, sua dedicação fez com que as Obras Sociais crescessem, incluindo hospitais, ambulatórios, centros educacionais e programas de assistência a comunidades carentes. Seu legado ultrapassou barreiras regionais, tornando-se um símbolo de solidariedade e fé.

Reconhecida por sua trajetória de amor ao próximo, Irmã Dulce foi beatificada em 2011 e canonizada pelo Papa Francisco em 2019, tornando-se a primeira santa brasileira, conhecida como Santa Dulce dos Pobres. Sua vida e obra continuam inspirando milhões de pessoas, e suas instituições seguem em atividade, beneficiando milhares de brasileiros anualmente. Seu exemplo de compaixão e perseverança reafirma a importância da solidariedade e do compromisso com os mais necessitados, perpetuando sua missão de caridade além de sua vida terrena.

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