Quem é o ladrão? Flávio tentou impor condições; Lula aceitou e colocou o adversário contra a parede

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou a abertura de seus sigilos bancário e telefônico e estendeu a autorização aos familiares, em uma iniciativa que, segundo sua campanha, busca responder aos questionamentos sobre sua reputação e sua idoneidade. O gesto veio acompanhado de um desafio ao adversário Flávio Bolsonaro: fazer o mesmo.

Na terça-feira (20), Lula protocolou um documento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), autorizando o acesso às informações relativas aos últimos oito anos, sob a condição de reciprocidade. Nesta quarta-feira (21), durante um evento em Guarulhos, na Grande São Paulo, Flávio afirmou que aceitaria abrir seus sigilos, mas apresentou condições para que o procedimento fosse realizado.

A resposta de Lula foi aceitar as exigências anunciadas pelo adversário, sem apresentar novas condições, segundo as informações divulgadas por sua campanha. Com isso, a iniciativa que poderia servir a Flávio para estabelecer os termos do debate acabou ampliando a cobrança para que ele também formalize a autorização.

A campanha de Lula anunciou que protocolará novo documento no TSE nesta quinta-feira (22) e desafiou o candidato do PL a comparecer e fazer o mesmo.

O episódio acrescenta um novo capítulo à disputa eleitoral. Ao aceitar as condições, Lula mantém o foco na reciprocidade e transfere para Flávio a responsabilidade de demonstrar, na prática, se está disposto a cumprir o desafio que ajudou a colocar em evidência.

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