Passeata de Flávio Bolsonaro pede ataque nuclear contra o Brasil

Há algo profundamente contraditório em um movimento político que se apresenta como patriota, mas cujos apoiadores, em uma manifestação pró-Flávio Bolsonaro na Avenida Paulista, pediram que Donald Trump bombardeasse o Brasil com armas nucleares. O protesto, realizado com um míssil inflável e a frase “Trump nuke Brazil”, expõe uma postura que ultrapassa os limites da divergência política. Aconteceu neste domingo, 18.

Não se trata apenas de uma provocação de mau gosto. Pedir que uma potência estrangeira ataque o próprio país é flertar com uma ameaça de proporções catastróficas. Uma bomba nuclear não distingue adversários políticos de apoiadores, não poupa famílias nem preserva cidades. Seu efeito é devastador sobre a população, o território e o futuro da nação.

A cena também revela uma contradição recorrente do bolsonarismo: invocar a bandeira brasileira, exaltar o patriotismo e, ao mesmo tempo, demonstrar disposição para recorrer à força estrangeira quando o resultado político não agrada. A soberania nacional, nesse discurso, parece valer apenas quando serve aos próprios interesses.

Ser patriota não é idolatrar líderes estrangeiros, muito menos desejar que eles destruam o país para atingir adversários internos. É defender a soberania, a vida dos brasileiros e o direito de o Brasil decidir seu próprio destino.

Quem pede uma bomba nuclear contra a própria pátria precisa explicar que patriotismo é esse. Porque amar o Brasil exige defendê-lo, inclusive de quem, em nome da política, parece disposto a colocá-lo na mira de uma potência estrangeira.

#Brasil #Patriotismo #BolsonarismoNuncaMais #SoberaniaNacional #Democracia

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima