Vozes que mudaram o Congresso: a força das mulheres na história e no presente da Câmara

Wilma de Faria foi eleita Deputada Federal Constituinte pelo RN em 1986. Renunciou ao mandato para assumir a Prefeitura de Natal em 1º de janeiro de 1989.

Durante quase um século da história política brasileira, as mulheres ficaram fora das cadeiras do Parlamento, mesmo participando ativamente da vida pública. Só em 1932 o direito ao voto feminino foi garantido em todo o país, abrindo caminho para que, dois anos depois, Carlota Pereira de Queiróz se tornasse a primeira deputada federal do Brasil. A conquista, no entanto, foi resultado de uma mobilização que começou muito antes, com mulheres organizando movimentos, escrevendo manifestos e pressionando instituições em busca de participação política e cidadania plena.

A presença feminina ganhou novo fôlego a partir da redemocratização. Na Assembleia Nacional Constituinte de 1987 e 1988, 26 deputadas participaram da construção da Constituição que consagrou a igualdade entre homens e mulheres como princípio fundamental do país. Nos anos seguintes, a articulação coletiva se fortaleceu com a criação da Bancada Feminina na Câmara, responsável por impulsionar políticas de enfrentamento à violência de gênero, ampliação de direitos trabalhistas e mecanismos institucionais de proteção às mulheres dentro do próprio Parlamento.

Hoje, o desafio é transformar conquistas legais em presença efetiva no poder. Embora representem mais da metade da população e do eleitorado brasileiro, as mulheres ocupam cerca de 18 por cento das cadeiras da Câmara dos Deputados. Ao mesmo tempo, novas vozes ampliam a diversidade do Congresso, como a eleição da primeira deputada indígena, Joênia Wapichana, em 2018, e das primeiras deputadas federais trans, Erika Hilton e Duda Salabert, em 2022. A história mostra que cada avanço foi fruto de pressão social, organização política e persistência coletiva.

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