14 de março: um chamado à consciência no Dia Nacional dos Animais

O Brasil dedica o 14 de março a uma causa que late, mia, canta e pede cuidado. Criado em 2005 por instituições de proteção animal, o Dia Nacional dos Animais surgiu para enfrentar uma realidade ainda preocupante: o abandono e os maus-tratos que atingem cães, gatos, aves e tantos outros pets. A data convida a sociedade a olhar além do afeto das fotos nas redes sociais e assumir a responsabilidade que envolve a convivência com um animal. Em um país onde a legislação avançou, mas os casos de negligência persistem, a conscientização continua sendo a ferramenta mais poderosa.
De acordo com o Conselho Federal de Medicina Veterinária, maus-tratos não se resumem à agressão física. Privar o animal de bem-estar, alimentação adequada, higiene, cuidados veterinários ou simplesmente abandoná-lo também configura violência. A Lei nº 9.605 de 1998 estabelece pena de detenção para quem maltratar animais, e a Lei nº 14.064 de 2020 endureceu as punições para crimes contra cães e gatos, prevendo reclusão de até cinco anos, além de multa e proibição de guarda. Denúncias podem ser feitas em delegacias, no Ministério Público e no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, o Ibama, que mantém canais específicos para receber relatos de infrações.
Mais do que denunciar, é possível agir. Doações a ONGs, oferta de lar temporário, voluntariado e o simples ato de compartilhar campanhas de adoção ampliam o alcance de quem está na linha de frente do resgate. A adoção responsável exige planejamento, compromisso com vacinação, alimentação e atenção diária, mas transforma não apenas a vida do animal, como também a de quem acolhe. No mesmo 14 de março, celebram-se ainda o Dia dos Carecas e o Dia Internacional da Matemática, lembrando que a data pode até ter curiosidades e números simbólicos, mas carrega, acima de tudo, um apelo concreto por empatia e responsabilidade coletiva.
Foto: Pedigree

