21 de janeiro reforça luta contra a intolerância religiosa no Brasil

O Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, celebrado neste 21 de janeiro, marca a defesa da liberdade de crença e do respeito à diversidade religiosa no país. A data foi instituída pela Lei nº 11.635, de 2007, e homenageia a Ialorixá Gildásia dos Santos e Santos, conhecida como Mãe Gilda de Ogum, referência na luta contra o preconceito religioso. Líder de um terreiro de candomblé na Bahia, ela sofreu ataques motivados por intolerância e faleceu em 21 de janeiro de 2000, episódio que se tornou símbolo da violência enfrentada por praticantes de religiões de matriz africana no Brasil.
A celebração destaca a importância de enfrentar práticas discriminatórias que ainda persistem, apesar de a liberdade religiosa ser um direito fundamental assegurado pela Constituição Federal. A intolerância e o racismo religioso são crimes previstos em legislação específica, como a Lei nº 7.716, de 1989, e seguem sendo alvo de ações de órgãos como o Ministério Público Federal e o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Universidades federais, como a de Goiás e a de Juiz de Fora, reforçam que a data convida à reflexão, ao diálogo e ao respeito às diferentes expressões de fé, incluindo o direito de não professar religião, como pilares de uma sociedade democrática e laica.

