23 de dezembro de 2025

Natal em Macaíba

Natal em Macaíba reúne 20 mil pessoas no show de Joelma

O Natal em Macaíba foi encerrado em grande estilo com o show da cantora Joelma, que reuniu aproximadamente 20 mil pessoas e marcou mais uma edição de sucesso da programação natalina no município. A noite contou ainda com apresentações de Cezinha Garcia e Jeff Costa, garantindo diversidade musical e muita animação para o público.

A expectativa pelo show principal tomou conta da cidade desde as primeiras horas do dia. Fãs de Joelma começaram a chegar à Avenida Mônica Dantas ainda pela manhã, demonstrando carinho e fidelidade à artista, que é uma das mais populares do país.

No palco, Joelma empolgou o público ao interpretar seus antigos e novos sucessos, levando uma multidão a cantar e dançar do início ao fim da apresentação. A energia contagiante da cantora transformou o encerramento do Natal em Macaíba em um momento inesquecível para moradores e visitantes.

O prefeito Emídio Júnior destacou a grandiosidade do evento e a forte participação popular. “Ver essa multidão reunida é a prova de que o Natal em Macaíba é feito para as pessoas. A presença de Joelma aqui representa a realização de um sonho, especialmente para os fãs da artista e para o nosso município, que viveu uma noite histórica”, afirmou.

Além de promover lazer e diversão, o evento teve impacto positivo na economia local. O Natal em Macaíba fomentou o comércio, gerou ocupação, emprego e renda, garantindo renda extra para ambulantes, comerciantes, profissionais da cadeia de eventos e diversos trabalhadores envolvidos na realização da festa.

Foto: Edeilson Morais

Ciência

Saúde: Pesquisa da UFRJ aponta que mais de 76% da publicidade na internet é enganosa

Um levantamento recente do NetLab, laboratório de pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro, acendeu um alerta sobre a publicidade digital no Brasil. A análise de quase 170 mil anúncios veiculados no Facebook e no Instagram apontou que mais de 76% do conteúdo publicitário apresenta algum grau de engano, fraude ou toxicidade. Entre mais de seis mil anúncios examinados individualmente, cerca de cinco mil estavam diretamente ligados a golpes na área da saúde, com promessas irreais de cura rápida, resultados garantidos ou tratamentos milagrosos.

Segundo o estudo, esse tipo de fraude concentra-se principalmente em doenças graves ou crônicas, como câncer, diabetes, obesidade e disfunção erétil. Em aproximadamente 85% dos casos, o anúncio direciona a vítima para uma conversa no WhatsApp, onde golpistas intensificam a pressão para a conclusão da suposta compra. Para a pesquisadora Marie Santini, do NetLab UFRJ, trata-se de um problema estrutural. As redes sociais são escolhidas por permitirem anúncios baratos e altamente segmentados, atingindo exatamente o público de interesse dos criminosos.

Outro ponto crítico identificado pela pesquisa é o uso indevido da imagem de pessoas públicas para conferir credibilidade às fraudes. O médico Drauzio Varella aparece como o nome mais explorado nos anúncios falsos, seguido por artistas e autoridades da área da saúde. Em alguns casos, vídeos manipulados com inteligência artificial imitam vozes e imagens para promover medicamentos sem qualquer registro oficial. Drauzio afirma que precisou recorrer à Justiça contra a Meta, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, diante da dificuldade de remover esse tipo de conteúdo. Especialistas alertam que, além do prejuízo financeiro, o consumo de produtos falsos pode colocar vidas em risco, configurando um crime de extrema gravidade.

O estudo também aponta falhas de transparência e fiscalização por parte das plataformas digitais, fator que facilita a disseminação desses anúncios. Há casos em que propagandas fraudulentas permanecem no ar por mais de dois anos e, quando retiradas, são rapidamente substituídas por outras semelhantes. Em nota, a Meta informou que os golpes se tornaram mais sofisticados e que a empresa vem intensificando ações de combate, incluindo o uso de tecnologias de reconhecimento facial, políticas específicas contra fraudes e ferramentas de segurança para os usuários. Ainda assim, pesquisadores e entidades médicas defendem medidas mais rigorosas, lembrando que o Código de Ética Médica proíbe a propaganda de medicamentos e que qualquer anúncio que associe profissionais de saúde a esses produtos deve ser encarado como sinal de alerta.

Ilustração: G1

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