14 de dezembro de 2025

Assistência Social

Macaíba: Prefeitura nas Comunidades encerra temporada 2025 nas Campinas

A quinta edição do programa Prefeitura nas Comunidades foi realizada na manhã deste sábado, (13/12), nas Campinas. Lançada em agosto de 2025 pelo prefeito Emídio Júnior, a iniciativa leva serviços municipais diretamente às áreas urbanas e rurais, facilitando o acesso da população aos serviços ofertados pelo município e já passou por Morada da Fé, Traíras, Centro e Capoeiras.

Na ocasião, foi disponibilizada pelo Poder Executivo Municipal uma gama de serviços de saúde, assistência social, empreendedorismo e utilidade pública em geral, que beneficiaram moradores do bairro.

Houve confecção de documento de identidade e de cartão de estacionamento para idoso e pessoa com deficiência (PCD), atendimento médico, odontológico, jurídico e psicossocial, corte de cabelo, aplicação de vacinas, testes rápidos para detecção de infecções sexualmente transmissíveis, distribuição de mudas, orientações sobre empreendedorismo e acesso a crédito, oficinas de pintura e dobradura e ainda a apresentação cultural da banda cover Legião Urbana no RN, com o vocalista Henrique Costa.

Ao discursar, o prefeito Emídio Júnior ressaltou a importância do evento, que percorre todas as comunidades urbanas e rurais do nosso município. “Esse projeto foi iniciado no dia 16 de agosto e a gente tem realizado todo mês em um local diferente. A gente encerra o ano de 2025 com chave de ouro aqui nas Campinas, aonde já fizemos diversos atendimentos e no ano que vem a gente continua focado a fazer ainda mais no Prefeitura nas Comunidades. Ano que vem tem mais edições, muito mais trabalho e assim a gente segue em frente fazendo mais e melhor pelo nosso povo”.

O gestor municipal esteve acompanhado pela vice-prefeita Raquel Barbosa, e pela presidente da Câmara Érika Emídio, e os vereadores Taffarel Freitas, Otacílio Andrade e Clarissa Matias.

Dia Nacional de Combate à Pobreza

IBGE: Cerca de 9 milhões de brasileiros deixaram a pobreza nos últimos dois anos

Neste 14 de dezembro, Dia Nacional de Combate à Pobreza, o Brasil tem motivos para reconhecer avanços importantes na redução da miséria, ao mesmo tempo em que encara um retrato persistente de desigualdade social. A data foi instituída em 2003, após a promulgação da Emenda Constitucional 31, de 2001, que criou o Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza, e tornou-se um marco para avaliar políticas públicas voltadas à inclusão social e à garantia de direitos básicos.

Desde o início dos anos 2000, programas de transferência de renda, valorização do salário mínimo e ampliação da proteção social permitiram que milhões de brasileiros superassem a pobreza. Em 2014, esses esforços levaram o país a sair do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura. Após um período de descontinuidade dessas políticas entre 2016 e 2022, o Brasil voltou a registrar retrocessos severos, com mais de 33 milhões de pessoas em situação de fome. A retomada das ações a partir de 2023 possibilitou nova reversão desse quadro, culminando, em 2025, com a saída novamente do Mapa da Fome.

Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indicam que, entre 2023 e 2024, 8,6 milhões de pessoas deixaram a pobreza, reduzindo o índice para 23,1% da população, o menor da série histórica iniciada em 2012. A extrema pobreza também caiu para 3,5%, atingindo cerca de 7,35 milhões de brasileiros. Ainda assim, os números revelam desigualdades profundas: mulheres, especialmente pretas e pardas, concentram os maiores índices de vulnerabilidade, enquanto pessoas negras representam mais de 70% da população que vive abaixo da linha da pobreza.

Apesar da queda histórica do Índice de Gini, que passou de 0,517 em 2023 para 0,506 em 2024, o Brasil segue entre os países mais desiguais da América Latina. A concentração de renda, a estrutura tributária regressiva e heranças históricas como a concentração fundiária limitam o alcance das políticas de combate à pobreza. Especialistas alertam que reduzir a miséria não significa, automaticamente, enfrentar as raízes da desigualdade. O Dia Nacional de Combate à Pobreza, portanto, reafirma a necessidade de políticas contínuas, democracia fortalecida e participação social para que os avanços não sejam episódicos, mas estruturais.

Foto: GovBR

Rolar para cima