21 de outubro de 2025

Religiosidade

Dia Nacional do Ecumenismo reforça importância do diálogo e do respeito entre as religiões no Brasil

Celebrado hoje, neste 21 de outubro, o Dia Nacional do Ecumenismo convida os brasileiros a refletirem sobre a importância da unidade entre os cristãos e do respeito às diferentes expressões de fé. A data, instituída oficialmente em 2019, nasce do desejo de promover a tolerância religiosa em um país onde ainda são frequentes os casos de intolerância e discriminação. Inspirado nas palavras de Jesus — “para que todos sejam um” (Jo 17) —, o ecumenismo propõe um caminho de fraternidade, que valoriza o diálogo, a oração e a cooperação entre as igrejas.

O movimento ecumênico tem raízes profundas no século XX, com marcos como o Concílio Vaticano II, que abriu oficialmente o diálogo da Igreja Católica com outras denominações cristãs, e a criação do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), em 1982. Hoje, o conselho reúne diferentes tradições — entre elas, a Católica, a Anglicana, a Luterana e a Presbiteriana —, com o compromisso de testemunhar a unidade em Cristo sem perder a identidade de cada fé. Para o bispo anglicano Francisco Cezar Fernandes Alves, que atua há mais de duas décadas no movimento, o ecumenismo “não busca uniformidade, mas a convivência respeitosa e o apreço pelos dons de cada igreja”.

Em tempos marcados pelo aumento da intolerância e por conflitos motivados por crenças religiosas, o diálogo ecumênico surge como um caminho necessário. O Papa Francisco, em diversas ocasiões, tem recordado que o verdadeiro testemunho cristão está na caridade e na solidariedade entre os povos, independentemente de suas tradições. Essa união também se expressa no chamado “ecumenismo de sangue”, conceito lembrado pelo pontífice para destacar que, em contextos de perseguição, não há distinção entre católicos, protestantes ou ortodoxos — todos sofrem pela mesma fé.

O Brasil, país plural em suas expressões religiosas, tem se tornado terreno fértil para iniciativas que promovem o diálogo e a convivência fraterna. Em comunidades, paróquias e espaços inter-religiosos, cresce o número de projetos que unem igrejas cristãs em ações sociais, campanhas contra a fome e atividades de promoção da paz. Como dizia São João XXIII, “é muito mais forte aquilo que nos une do que o que nos divide”. Essa mensagem, mais atual do que nunca, reforça o chamado à construção de uma sociedade em que a fé — em suas diversas formas — seja ponte, e nunca barreira, entre os irmãos.

Segurança Alimentar

Dia Nacional da Alimentação Escolar: Brasil reforça programa que beneficia quase 40 milhões de estudantes

Na celebração do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) em 21 de outubro, o Ministério da Educação (MEC) destaca os números atualizados para 2025: o programa garante diariamente cerca de 50 milhões de refeições a quase 40 milhões de estudantes da educação básica pública, em mais de 150 mil escolas do país. (Serviços e Informações do Brasil) O orçamento federal para este ano permanece em torno de R$ 5,5 bilhões, segundo relatórios oficiais. (Serviços e Informações do Brasil)

Apesar da escala impressionante da política pública, o poder de compra dos recursos enfrenta dificuldades: o repasse federal equivale a aproximadamente R$ 0,50 por estudante por dia, e a inflação acumulada tem erodido esse valor em ao menos 8,8% nos últimos anos. (Agência Brasil) O cenário desafia gestores e nutricionistas a manterem a qualidade nutricional do cardápio diante das pressões de custos e demanda crescente.

Para reforçar a qualidade da alimentação escolar, o governo determinou que, em 2025, o limite de alimentos ultraprocessados no cardápio escolar será reduzido de 20% para 15%, com meta de 10% em 2026. (Serviços e Informações do Brasil) Além disso, o programa prioriza a aquisição de alimentos da agricultura familiar, assegurando ao menos 30% dos recursos para esse fim e estimulando a produção local, a cultura alimentar regional e a biodiversidade agroecológica. (Agência Brasil)

O PNAE também atua como instrumento pedagógico: segundo a secretária de Educação Básica, o programa vai além da nutrição ao promover hábitos alimentares saudáveis, diálogo sobre a origem dos alimentos e cidadania. Nesse contexto, o Brasil é reconhecido internacionalmente, sediando a 2.ª Cúpula da Coalizão Global para Alimentação Escolar em setembro de 2025 e contribuindo com sua experiência a mais de 40 países. A continuidade dessa política articulada entre saúde, educação e desenvolvimento social é vista como fundamental para garantir aprendizado eficaz e combate à fome no âmbito escolar.

Com informações da AgênciGov

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