
A pouco mais de seis meses das eleições, o cenário político no Rio Grande do Norte já começa a ganhar contornos definidos, reduzindo as expectativas de reviravoltas de última hora. Mesmo com uma parcela do eleitorado ainda se dizendo indecisa, a tendência é que esses votos se distribuam entre candidaturas já conhecidas, além dos esperados brancos e nulos. O desenho atual indica uma disputa majoritária com polos bem estabelecidos, o que diminui significativamente o espaço para crescimentos expressivos no decorrer da campanha, salvo a ocorrência de uma hecatombe. Os famosos “fatores”, usados como tábua de salvação para quem está em desvantagem, também não deverão reverter os quadros que já se consolidam.
Nos bastidores, analistas e lideranças avaliam que a pré-campanha tem sido determinante na formação de opinião, sobretudo em cidades estratégicas como Natal, Mossoró, Macaíba, São Gonçalo do Amarante e Parnamirim, embora ainda não se perceba um grande engajamento popular em torno do pleito. A semelhança com o cenário de 2022 reforça a leitura de um eleitorado mais estável, confirmada por pesquisas registradas na Justiça Eleitoral, que indicam baixa volatilidade. Nesse contexto, a disputa proporcional ganha ainda mais relevância. No levantamento mais recente, do Instituto Seta, registrado sob os protocolos RN-00684/2026 e BR-06009/2026, com 1.500 entrevistas realizadas entre 31 de março e 2 de abril, aponta liderança do ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, com 39,4%; seguido por Álvaro Dias com 23,7%; Cadu Xavier com 10,3% e Robério Paulino com 0,9%.
Com um cenário mais previsível na corrida pelo Executivo, o foco tende a se intensificar nas eleições proporcionais, onde o voto costuma ser mais fragmentado e decisivo para o equilíbrio político no estado. Para o eleitor potiguar, isso significa que, além da escolha para o Governo, ganha peso a definição de quem ocupará cadeiras na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal, influenciando diretamente decisões que impactam o dia a dia da população. Em um ambiente de aparente estabilidade, são esses movimentos menos visíveis que podem redesenhar o futuro político do Rio Grande do Norte.
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