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Homenagem aos Santos Mártires de Cunhaú e Uruaçu, padroeiros do RN

O dia 3 de outubro é dedicado à memória dos Santos Mártires de Cunhaú e Uruaçu, considerados padroeiros do Rio Grande do Norte e reconhecidos como os Protomártires do Brasil. A data, que é feriado estadual desde 2006, relembra a morte de 30 católicos, entre sacerdotes e leigos, assassinados em 1645 durante as invasões holandesas no Nordeste. Para os potiguares, a celebração simboliza fé, resistência e identidade cultural.

Os dois massacres aconteceram em meio a conflitos religiosos no século XVII. O primeiro ocorreu em 16 de julho, no engenho de Cunhaú, onde o padre André de Soveral celebrava a missa e fiéis foram mortos dentro da igreja. O segundo, em 3 de outubro, em Uruaçu, foi ainda mais violento. Sob o comando de Jacob Rabbi, as tropas ofereceram aos católicos a possibilidade de se converterem ao protestantismo, mas eles escolheram permanecer fiéis e aceitaram o martírio.

Entre os canonizados estão os padres André de Soveral e Ambrósio Francisco Ferro, além do leigo Mateus Moreira, que, segundo relatos, morreu proclamando sua devoção ao Santíssimo Sacramento. Beatificados em 2000 e canonizados pelo Papa Francisco em 2017, os 30 mártires são lembrados em celebrações que atraem fiéis ao Monumento dos Mártires, em Uruaçu, e à Capela dos Mártires, em São Gonçalo do Amarante, locais de peregrinação que reforçam o valor histórico e religioso da data.

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Santa Teresinha do Menino Jesus, salve!

A Igreja Católica celebra hoje (1°) o Dia de Santa Teresinha, conhecida como a “santa das rosas” e doutora da Igreja. Sua vida simples e marcada por profundo amor a Deus inspira milhões de fiéis em todo o mundo, que encontram em sua espiritualidade uma lição de humildade, confiança e entrega.

Paróquias dedicadas a Santa Teresinha realizam missas, novenas e momentos de oração, reforçando a devoção e a fé daqueles que buscam sua intercessão. A data é lembrada como oportunidade de renovar o compromisso com os valores cristãos e de testemunhar que a santidade também se constrói no cotidiano, através de gestos simples de amor.

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30 de setembro: Dia da Bíblia Católica celebra a fé e a Palavra

Nesta terça-feira, 30 de setembro, a comunidade católica celebra o Dia da Bíblia, data escolhida em memória de São Jerônimo, responsável pela tradução das Sagradas Escrituras para o latim, a chamada Vulgata. A data é um convite à leitura e à meditação da Palavra de Deus, entendida como fonte de inspiração, sabedoria e guia para a vida cristã. É também momento de agradecer pelo acesso às Escrituras e de renovar o compromisso de viver os ensinamentos que ela transmite.

Nas paróquias, comunidades e famílias, o dia é lembrado com missas, círculos bíblicos e momentos de oração, reforçando a centralidade da Bíblia na vivência da fé católica. Mais do que um livro, ela é para os fiéis a presença viva de Deus, capaz de iluminar caminhos e fortalecer a esperança. Celebrar o Dia da Bíblia Católica é reconhecer a força transformadora da Palavra que atravessa gerações e mantém viva a espiritualidade cristã.

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Dia de Cosme e Damião celebra fé, devoção e tradição popular

Fiéis católicos e devotos em todo o Brasil celebram São Cosme e São Damião neste 27 de setembro, santos conhecidos como protetores das crianças e lembrados pela generosidade e dedicação aos mais necessitados. A data é marcada por missas, procissões e momentos de oração que fortalecem a fé e resgatam a importância do cuidado com o próximo.

Em muitas regiões do país, a tradição se mistura ao popular: famílias e comunidades distribuem doces e guloseimas em homenagem aos santos, num gesto de partilha que encanta gerações e mantém viva a devoção. O Dia de Cosme e Damião é, portanto, uma celebração que une fé, cultura e solidariedade, reforçando o espírito comunitário e o valor do amor fraterno.

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É Dia de São Padre Pio: o frade que fez da oração sua única arma

Nascido em uma família simples de camponeses na Itália, Padre Pio demonstrou desde cedo o desejo de seguir a vida religiosa. Aos 16 anos ingressou no noviciado da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, em Morcone, adotando o nome de Frei Pio. Em 1910, recebeu a ordenação sacerdotal e, seis anos depois, foi destinado ao Convento de Santa Maria das Graças, em San Giovanni Rotondo, onde passou a dedicar suas jornadas ao sacramento da confissão e à celebração da Santa Missa. Definia-se como “um pobre frade que reza”, e via na oração a chave que abria o coração de Deus.

Entre os episódios marcantes de sua vida, está o encontro com o jovem sacerdote polonês Karol Wojtyła, em 1948, a quem confessou e que anos mais tarde se tornaria o Papa João Paulo II. O pontífice destacou a profunda ligação de Padre Pio com Cristo, refletida nos estigmas que carregava no corpo. Apesar das provações e incompreensões que enfrentou, sempre afirmou que o sofrimento vivido em comunhão com Jesus era motivo de força e alegria espiritual, tornando-se exemplo de fé e perseverança.

Padre Pio também deixou um legado concreto de solidariedade. Em 1956, fundou a “Casa Alívio do Sofrimento”, hospital de referência voltado ao cuidado dos mais necessitados, que ele chamava de “pupila dos meus olhos”. Faleceu no dia 23 de setembro de 1968, aos 81 anos, e em 2002 foi canonizado por João Paulo II. No dia 23 de setembro, data dedicada a sua memória litúrgica, fiéis de todo o mundo recordam não apenas o sacerdote marcado pelos estigmas, mas o homem que transformou a oração em missão e o amor ao próximo em obra duradoura.

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Homenagem ao Dia de São Mateus, padroeiro dos contadores

O dia 21 de setembro é dedicado a São Mateus, apóstolo e evangelista, lembrado como o padroeiro dos contadores. Sua história inspira pela transformação de vida: de cobrador de impostos, função que exigia rigor e responsabilidade, Mateus aceitou o chamado de Cristo para seguir um caminho de fé e serviço. Essa mudança simboliza a importância da honestidade, da retidão e do compromisso com valores que transcendem o trabalho diário.

Para os profissionais da contabilidade, São Mateus representa um guia espiritual e um exemplo de dedicação. Assim como ele se empenhou em registrar e organizar os ensinamentos de Jesus no Evangelho, os contadores cumprem a missão de organizar e dar clareza às informações financeiras, sustentando a confiança que move empresas, instituições e a própria sociedade. Sua atuação é essencial para a transparência e o equilíbrio econômico, valores fundamentais no mundo contemporâneo.

Celebrar São Mateus é, portanto, reconhecer a dignidade e a relevância do ofício contábil. É uma ocasião de gratidão aos profissionais que, com competência e ética, contribuem para o desenvolvimento de famílias, negócios e comunidades. Que a data seja de inspiração para que todos os contadores continuem a exercer sua missão com sabedoria, humildade e responsabilidade, sob a proteção de seu padroeiro.

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Fieis celebram o Dia de Nossa Senhora das Dores em 15 de setembro

No dia 15 de setembro, a Igreja Católica celebra o Dia de Nossa Senhora das Dores, também conhecida como Mater Dolorosa, em memória às dores vividas pela Virgem Maria, sobretudo durante a Paixão de Cristo. A devoção destaca as chamadas Sete Dores de Maria, simbolizadas por sete espadas que, segundo a tradição, atravessam o seu coração. A data é marcada por missas, procissões e momentos de oração que convidam os fiéis à reflexão sobre a compaixão, a fé e a entrega de Maria diante do sofrimento.

A tradição remonta à Idade Média e ganhou força ao longo dos séculos, consolidando-se como um dos pontos altos da espiritualidade mariana. Em muitas comunidades, fiéis recorrem à Mater Dolorosa pedindo consolo em meio a dificuldades, enxergando nela o exemplo de fortaleza e confiança em Deus. A liturgia deste dia recorda que a cruz de Cristo não foi carregada por Ele sozinho, mas partilhada com a mãe que permaneceu fiel até o fim.

Além da dimensão religiosa, 15 de setembro também se tornou um dia de conscientização e reconhecimento em diferentes áreas. Nesta mesma data, é celebrado o Dia do Cliente, dedicado à valorização da relação entre empresas e consumidores, e o Dia Mundial de Conscientização sobre Linfomas, que busca alertar para a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado dessa doença. Assim, o dia reúne fé, cidadania e saúde em uma reflexão ampla sobre a vida em comunidade.

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14 de setembro é Dia de Exaltação da Santa Cruz

A Igreja Católica celebra no dia 14 de setembro a Exaltação da Santa Cruz, uma data que convida os fiéis a recordar e venerar o símbolo central do cristianismo. A comemoração tem suas origens no ano de 335, quando foi dedicada a Basílica do Santo Sepulcro, em Jerusalém, e a Cruz de Cristo foi exposta à veneração do povo após ter sido encontrada pela Imperatriz Helena. Desde então, a celebração tornou-se um momento marcante de fé e devoção, presente na vida litúrgica da Igreja em todo o mundo.

Durante muitos séculos, a festa foi realizada em 3 de maio, mas após a reforma do calendário litúrgico promovida pelo Concílio Vaticano II, em 1969, passou a ser celebrada em 14 de setembro. A escolha da nova data está ligada ao aniversário da consagração da Basílica do Santo Sepulcro, lugar que guarda relíquias fundamentais para o cristianismo. Assim, cada ano, nesta ocasião, os católicos revivem o significado histórico e espiritual do lenho sagrado da Cruz, reconhecendo nele não apenas um objeto de devoção, mas um testemunho de fé viva.

Mais do que recordar o sofrimento de Cristo, a Exaltação da Santa Cruz é um convite à reflexão sobre a vitória da vida sobre a morte e do amor sobre o pecado. A cruz se apresenta como sinal de esperança, cura e redenção, um caminho de santificação que recorda o infinito amor de Deus pela humanidade. Ao celebrar essa data, a Igreja reafirma que a cruz não é apenas um símbolo de dor, mas uma fonte de fé e transformação para todos os que nela creem.

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Cerimônia com papa Leão XIV vai tornar Carlo Acutis 1º santo millennial

O jovem Carlo Acutis será canonizado pela Igreja Católica neste domingo (7), tornando-se o primeiro santo da geração millennial. Conhecido como o “padroeiro da internet”, ele teve dois milagres reconhecidos oficialmente pela Santa Sé — um deles em Mato Grosso do Sul. A cerimônia será a primeira canonização do pontificado de Leão XIV, novo papa eleito após a morte de Francisco.

Acutis foi beatificado em 2020, após a Igreja reconhecer a cura de uma criança campo-grandense como milagre atribuído a ele. O segundo milagre, necessário para a canonização, foi reconhecido em maio de 2024 e envolveu uma jovem da Costa Rica que se recuperou de um grave acidente após orações feitas por sua mãe junto à tumba do jovem em Assis, na Itália.

O processo de canonização é dividido em três fases:

Virtudes heroicas ou martírio:

O primeiro passo é o de investigação. Nessa fase, a Igreja avalia se o “candidato” a santo viveu de forma exemplar, com virtudes consideradas heroicas — como caridade, humildade, fé e generosidade. No caso dos mártires, são analisadas as circunstâncias da morte, para comprovar se houve perseguição devido à fé. Quando essa etapa é concluída, a pessoa é declarada Venerável.

Reconhecimento de milagre para beatificação:

Para que um venerável seja declarado Beato, é necessário comprovar um milagre atribuído à sua intercessão — ou seja, que alguém tenha alcançado uma graça após orar por sua ajuda. Para mártires, esse milagre não é exigido.

Reconhecimento de segundo milagre para canonização:

O último passo é comprovar um novo milagre, ocorrido após a beatificação. Esse milagre precisa passar por análise médica e teológica. Com a comprovação, o beato é canonizado e passa a ser oficialmente considerado um santo, com culto autorizado em toda a Igreja Católica.

 A cerimônia deste domingo será a primeira de canonização do papado de Leão XIV. Acutis ia ser canonizado em 27 de abril, mas o evento foi suspenso após a morte do papa Francisco.

Canonização é o processo pelo qual a Igreja Católica reconhece oficialmente uma pessoa como santa. Antes disso, o indivíduo precisa passar pela beatificação, quando pode ser venerado localmente. Com a canonização, o culto é autorizado em toda a Igreja. Para isso, é necessário que dois milagres sejam reconhecidos: um antes da beatificação, outro depois.

 “O milagre, para nós, é a assinatura de Deus. Ele deve ser incontestável até para a ciência”, explicou o padre Marcelo Tenório, de Campo Grande, um dos responsáveis pela igreja onde ocorreu o primeiro milagre atribuído a Acutis.

Milagre em Campo Grande:

 Atualmente com 15 anos, Matheus Vianna é o primeiro milagre oficialmente reconhecido que pavimentou o caminho para a santidade do beato. A luta pela vida de Matheus se deu desde quando nasceu. Após episódios constantes de vômito e mal-estar, o menino foi diagnosticado com pâncreas anular, uma anomalia congênita rara.

O primeiro milagre reconhecido pela Igreja aconteceu em 2010, em Campo Grande. Mateus, que sofria de uma rara malformação no pâncreas e não conseguia se alimentar, foi curado após tocar em uma relíquia de Carlo Acutis durante uma missa em homenagem a Nossa Senhora Aparecida.

 Segundo relato da família, após tocar a peça de roupa, Mateus parou de vomitar e, ao chegar em casa, conseguiu comer normalmente. A cura foi confirmada por exames médicos e reconhecida pelo Vaticano.

“Ela [a médica] pediu exames e constatou-se que o pâncreas estava em posição normal, não estava mais em posição anular”, contou Solange Vianna, avó do menino.

 Anos depois, o caso foi investigado pela Igreja Católica e reconhecido oficialmente como milagre, possibilitando a beatificação de Acutis em 2020.

O segundo milagre atribuído ao beato foi reconhecido em maio de 2024. O beato curou uma jovem da Costa Rica após ela sofrer um grave acidente de bicicleta em 2022. Segundo o Vatican News, a costarriquenha Valeria estava internada com poucas chances de sobrevivência e foi curada dias após a mãe dela rezar na tumba de Acutis, em Assis, na Itália.

Quem foi Carlo Acutis?

 Carlo Acutis nasceu em Londres, em 1991, e foi criado em Milão, na Itália. Morreu em 2006, aos 15 anos, durante tratamento de leucemia. Ficou conhecido por usar a internet para evangelizar e criar conteúdos sobre a fé católica, sendo reconhecido como “padroeiro da internet”.

Desde pequeno, ele se dedicava a ações sociais. Ajudava moradores de rua, idosos, pessoas com deficiência e colegas com dificuldades nos estudos.

“Ele ajudava as crianças que tinham dificuldades, fazia apostolado com idosos, com os doentes, servia em cozinhas comunitárias”, contou Antonia Salzano, mãe de Carlo, em entrevista ao Fantástico.

Com informações do G1.

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Há 26 anos da morte de Dom Helder Câmara, sua lição de fé e justiça permanece viva

Dom Helder Câmara nasceu em 1909, em Fortaleza, e desde cedo demonstrou vocação para a vida religiosa. Ordenado padre em 1931, dedicou-se à educação e ao trabalho pastoral, sempre atento às questões sociais que afetavam os mais pobres. Em 1952, foi nomeado bispo auxiliar do Rio de Janeiro e logo se destacou como figura de referência na Igreja Católica, unindo espiritualidade e compromisso com a transformação da realidade brasileira.

Em 1964, Dom Helder assumiu a Arquidiocese de Olinda e Recife, onde sua atuação ganhou projeção internacional. Conhecido como o “arcebispo vermelho” por setores conservadores, tornou-se símbolo da luta contra a ditadura militar e defensor incansável dos direitos humanos. Sua postura simples e próxima do povo contrastava com os poderes estabelecidos, mas revelava a essência de sua missão: uma Igreja comprometida com os pobres e com a justiça social.

Autor de livros, cartas e reflexões, Dom Helder também participou ativamente do Concílio Vaticano II, colaborando com ideias que inspiraram a renovação da Igreja no mundo. Sua voz ultrapassou fronteiras, ecoando em conferências internacionais e mobilizando lideranças em defesa da paz. Sempre lembrado por frases que transmitiam esperança, pregava que a fé cristã deveria se expressar em gestos concretos de solidariedade e de transformação da realidade.

Dom Helder Câmara faleceu em 27 de agosto de 1999, em Recife, deixando um legado que continua a inspirar cristãos e não cristãos. Seu exemplo de coragem, simplicidade e amor aos mais necessitados permanece atual, sendo lembrado como um dos grandes nomes da história recente do Brasil. Ao completar 26 anos de sua morte, sua vida continua sendo referência de humanidade, fé e compromisso com a justiça.

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Dia do Catequista e de São Zeferino são celebrados neste 26 de agosto

O dia 26 de agosto é marcado no calendário católico por duas celebrações de grande relevância: o Dia do Catequista e a memória de São Zeferino, papa e mártir da Igreja. Essas comemorações ressaltam a importância da fé e da transmissão dos valores cristãos ao longo da história. Enquanto os catequistas exercem um papel fundamental na formação espiritual das comunidades, São Zeferino é lembrado por sua firmeza diante das perseguições e por seu testemunho de fidelidade à Igreja no início do século III.

O Dia do Catequista reconhece a dedicação de homens e mulheres que, com perseverança e compromisso, assumem a missão de ensinar os fundamentos da fé e orientar novos fiéis em seu caminho espiritual. Mais do que transmitir conteúdos, esses agentes pastorais ajudam a construir uma vivência cristã sólida e comunitária, sendo presença constante nas paróquias e comunidades de base. O trabalho silencioso dos catequistas é indispensável para a continuidade da tradição católica e para o fortalecimento da vivência religiosa.

Na mesma data, a Igreja celebra São Zeferino, que governou a Igreja de Roma em um período marcado por perseguições e disputas internas. Sua vida é exemplo de coragem e fidelidade à missão confiada a ele como sucessor de Pedro. Ao recordar sua memória, os fiéis encontram inspiração para perseverar na fé diante das adversidades. Assim, o dia 26 de agosto une a gratidão pelos catequistas e a lembrança de São Zeferino, reafirmando a importância de ambos para a construção e a defesa da fé católica.

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Dia de São Roque: Protetor dos doentes e peregrinos

Celebrado em 16 de agosto, o Dia de São Roque é marcado pela devoção popular e pela fé católica, especialmente entre aqueles que buscam proteção contra doenças e epidemias. Reconhecido como padroeiro dos enfermos, peregrinos e vítimas de pestes, São Roque é lembrado por sua vida de caridade, coragem e entrega total a Deus. Sua devoção atravessa séculos, unindo comunidades em novenas, procissões e celebrações que reafirmam a importância da solidariedade e do cuidado com o próximo.

Nascido em Montpellier, na França, por volta de 1295, Roque era filho de uma família nobre e profundamente cristã. Ao ficar órfão ainda jovem, distribuiu seus bens aos pobres e decidiu peregrinar rumo a Roma, motivado pelo desejo de servir aos necessitados. Durante sua jornada, encontrou cidades assoladas pela peste e dedicou-se a cuidar dos doentes, muitas vezes com risco da própria vida. Sua compaixão e fé inabalável o tornaram exemplo de amor cristão em ação.

Conta-se que, ao contrair a doença, Roque isolou-se para não contaminar outras pessoas. Nesse período de solidão, teria sido alimentado milagrosamente por um cão, que levava diariamente pão em sua boca para sustentar o santo — episódio que se tornou um dos símbolos mais conhecidos de sua iconografia. Recuperado, continuou ajudando os enfermos até ser preso injustamente, permanecendo em cativeiro até a morte, por volta de 1327, sem jamais revelar sua identidade para não receber privilégios.

A devoção a São Roque se espalhou rapidamente pela Europa e, mais tarde, pelas Américas, especialmente em tempos de surtos e epidemias. Igrejas e capelas foram erguidas em sua honra, e fiéis recorrem à sua intercessão em busca de cura, saúde e proteção. No Brasil, comunidades celebram a data com missas, bênçãos e procissões, renovando a confiança naquele que, com fé e humildade, dedicou sua vida a aliviar o sofrimento humano.

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