
Seis levantamentos divulgados em agosto ajudam a compor uma fotografia ainda provisória da disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte. Embora apresentem diferenças de metodologia, amostragem e período de coleta, os cenários estimulados considerados colocam Allyson Bezerra numericamente na primeira posição em todos eles. Álvaro Dias e Cadu Xavier alternam posições conforme o levantamento, com Álvaro em segundo nas cinco pesquisas inicialmente analisadas e Cadu em terceiro. A pesquisa Data Census/Mega Portal RN, porém, apresenta uma particularidade: Cadu aparece numericamente à frente de Álvaro.
Na Metadata/Grupo Dial, realizada de 6 a 8 de agosto com 1.536 eleitores de 63 municípios, Allyson registra 34,2%, Álvaro 24% e Cadu 17,01%. No Agora Sei, com 1.500 entrevistados em 68 municípios, entre 2 e 5 de agosto, os números são 39,9%, 25,3% e 18,1%. A Seta, realizada de 7 a 9 de agosto com 1.500 eleitores, aponta 39,5% para Allyson, 23,7% para Álvaro e 19,6% para Cadu.
O levantamento Qualittá, realizado de 6 a 10 de agosto com 1.200 pessoas em 30 municípios, registra 40,9% para Allyson, 17,9% para Álvaro e 12,8% para Cadu. No cenário espontâneo dessa pesquisa, Allyson tem 28,3%, Cadu 9,2% e Álvaro 9%, enquanto 47,1% não sabem ou não responderam, indicando parcela expressiva do eleitorado sem preferência definida.
A pesquisa Consult/TRIBUNA DO NORTE, realizada de 8 a 10 de agosto com 1.700 entrevistados em 64 municípios, mostra o cenário mais equilibrado entre os dois primeiros: Allyson tem 30,18%, Álvaro 27,65% e Cadu 13,06%. A diferença de 2,53 pontos entre Allyson e Álvaro está dentro da margem de erro de 2,37 pontos. O levantamento foi registrado sob BR-09418/2026 e RN-08509/2026 e, segundo a TRIBUNA DO NORTE, é o primeiro realizado após as convenções partidárias.
Já a Data Census/Mega Portal RN, realizada entre 10 e 13 de agosto com 2.000 entrevistados em 60 municípios, apresenta Allyson com 41,8%, Cadu Xavier com 14,9% e Álvaro Dias com 13,6%. Rodrigo Bolsonaro aparece com 3,3%, Dário Barbosa com 2,8%, Robério Paulino com 2,3% e Arinalda Medeiros com 1,6%. Outros 13,3% não sabem ou não responderam e 6,6% afirmam não escolher nenhum nome. O levantamento informa margem de erro de 2,1 pontos percentuais, nível de confiança de 95% e registros RN-09307/2026 e BR-09346/2026.
Na comparação com a pesquisa Consult anterior, Allyson passou de 34,59% para 30,18%, enquanto Álvaro oscilou de 29% para 27,65% e Cadu avançou de 11,24% para 13,06%. Esses movimentos devem ser analisados com cautela, porque pesquisas diferentes não formam, necessariamente, uma série estatística comparável.
O conjunto dos levantamentos mostra uma liderança numérica recorrente de Allyson, mas também revela diferenças expressivas nas distâncias entre os candidatos. Na Consult, por exemplo, a vantagem sobre Álvaro está dentro da margem de erro. Já na Data Census/Mega Portal RN, a diferença entre Allyson e o segundo colocado é muito maior, enquanto Cadu aparece numericamente à frente de Álvaro.
A legislação eleitoral exige que pesquisas destinadas ao conhecimento público sejam registradas no PesqEle até cinco dias antes da divulgação, com informações como período de coleta, metodologia, margem de erro, nível de confiança, número de entrevistas, contratante e responsável pelo levantamento. A partir de 15 de agosto, também é vedada a realização de enquetes relacionadas ao processo eleitoral.
Assim, os números de agosto devem ser lidos como retratos de momentos distintos, e não como previsão do resultado das urnas. A fotografia atual aponta uma liderança recorrente de Allyson, mas também evidencia uma disputa sujeita a oscilações e um contingente relevante de eleitores ainda sem decisão consolidada. A leitura responsável exige considerar instituto, metodologia, período de coleta, margem de erro e nível de confiança de cada levantamento.
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