
O Dia Nacional do Patrimônio Histórico, celebrado em 17 de agosto, chama atenção para a importância de preservar lugares, objetos, tradições e manifestações que ajudam a contar a história de um povo. Em Macaíba, no Rio Grande do Norte, o Solar Ferreiro Torto é um dos exemplos mais representativos dessa memória. Às margens do Rio Jundiaí, o antigo engenho abriga um museu com fotografias, documentos e objetos relacionados à trajetória política, social, econômica e religiosa do município.
O espaço também guarda o mausoléu com os restos mortais do balonista macaibense Augusto Severo e possui uma sala dedicada à sua trajetória. Reaberto após reforma em outubro de 2023, o Solar foi reconhecido oficialmente como Patrimônio Histórico e Cultural do Rio Grande do Norte pela Lei nº 12.032, de 13 de janeiro de 2025.
A história de Macaíba, porém, vai muito além do Ferreiro Torto. O município reúne outros bens de valor histórico e cultural, como os solares da Madalena e Caxangá, a Casa de Cultura Palácio Nair Mesquita, a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, as capelas de São José e da Soledade e as ruínas dos Guarapes. O Plano Diretor municipal também reconhece diversos desses imóveis como áreas de interesse histórico e cultural.
Preservar esse patrimônio significa manter vivas referências que ajudam a compreender a formação de Macaíba e do próprio Rio Grande do Norte. Entre prédios, paisagens, tradições e personalidades como Augusto Severo, Auta de Sousa e Henrique Castriciano, a cidade reúne marcas de diferentes períodos da história potiguar.
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Imagem: Marcelo Augusto

