
Santa Clara de Assis nasceu por volta de 1193-1194, em uma família nobre de Assis, na Itália. Inspirada por São Francisco, deixou a casa paterna na noite entre o Domingo de Ramos e a Segunda-Feira Santa de 1211 ou 1212 e escolheu uma vida de pobreza, oração e dedicação ao Evangelho. Na Porciúncula, Francisco cortou seus cabelos e lhe entregou o hábito de penitência.
Clara tornou-se fundadora das Irmãs Pobres, conhecidas como Clarissas, e viveu por mais de quatro décadas no mosteiro de São Damião. Sua espiritualidade foi marcada pela defesa da pobreza radical e pela confiança na Providência. Ela obteve o chamado privilégio da pobreza e, pouco antes de morrer, teve sua Regra confirmada pelo papa Inocêncio IV, em 9 de agosto de 1253.
A tradição cristã também associa Clara à defesa de São Damião diante de uma ameaça de invasão e à sua intensa devoção à Eucaristia. Uma narrativa sobre seus últimos anos relata que, doente e acamada, teria acompanhado por uma visão os ritos celebrados na Porciúncula. A tradição contribuiu para sua associação com a televisão, mas o título oficial veio em 21 de agosto de 1958, quando Pio XII a proclamou padroeira celeste da televisão.
Clara morreu em 11 de agosto de 1253, em São Damião. Sua trajetória permaneceu ligada à de Francisco pela amizade, pela oração e pela busca de uma vida centrada no Evangelho. A escolha da pobreza, que marcou sua existência, tornou-se também um dos elementos centrais de seu legado espiritual.
Santa Clara de Assis protege a televisão, os profissionais da comunicação e as clarissas. Ela também é invocada para afastar tempestades, pedir bom tempo e garantir a paz nas famílias e proteção contra perigos físicos e espirituais.
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