Que convite!!!
Reviver uma das páginas mais tristes da História não é a melhor das sugestões.
Seis anos de guerra, bombas atômicas, fome, holocausto e cerca de 70 milhões de mortos.
O Centro Cultural é top, mas o apelo tá equivocado.
Reviver uma das páginas mais tristes da História não é a melhor das sugestões.
Seis anos de guerra, bombas atômicas, fome, holocausto e cerca de 70 milhões de mortos.
O Centro Cultural é top, mas o apelo tá equivocado.

Acostumados a lamentar a assombrosa ausência de potiguares na música brasileira, somos surpreendidos por este conjunto de informações reunidas por Zé Dias, conhecido produtor musical de Natal, e hoje uma das maiores autoridades em história da música potiguar.
Você sabia…
– Que o cara que teve a ideia de juntar eletricidade com violão, criando assim o violão elétrico, era um norte riograndense chamado Henrique Brito, parceiro de Noel Rosa, que passou uma temporada nos Estados Unidos nos anos 1930?
– Que a Bossa Nova teve um precursor potiguar, Hianto de Almeida, com música gravada por João Gilberto em 1952?
– Que Expedito Baracho, um dos intérpretes mais importantes do frevo pernambucano, ao lado de Claudionor Germano, é de Jucurutu?
– Que Ademilde Fonseca, a Rainha do Choro, foi de fato a primeira cantora moderna do Brasil?
– Que o chorinho, o ritmo mais genuinamente brasileiro, teve no norte-riograndense K-Ximbinho um de seus compositores mais revolucionários?
– Que um dos nomes mais representativos do coco de embolada nordestino se chama Chico Antônio, era de Pedro Velho e foi revelado ao Brasil no final da década de 1920 por ninguém menos que Mario de Andrade?
– Que entre as músicas de carnaval mais famosas e mais cantadas em todos os tempos estão algumas de Dozinho, potiguar de Campo Grande?
– Que o responsável pela retomada da carreira de Luiz Gonzaga, eclipsada pela Jovem Guarda e o yê-yê-yê, foi um mossoroense, produtor musical, chamado Oséas Lopes?
– Que outro potiguar, Severino Ramos, caicoense, é autor de Ovo de Codorna, música que no início da década de 1970 recolocou Luiz Gonzaga nas paradas de sucesso?
– Que Elino Julião, autor de dezenas de obras-primas do forró, é de Timbaúba dos Batistas?
– Que o potiguar Aldo Parisot é considerado o violoncelista mais importante nos Estados Unidos, reconhecido no mundo, parceiro de Villa-Lobos e com biografia publicada na Inglaterra?
– Extraído de Papo Cultura
– Foto: Oséas Lopes, o Carlos André
Morreu em 09 de novembro de 1983, vítima de um AVC, em Nova Iorque.
Joga no Youtube e ouça um cantor de verdade!
76 anos do ataque americano a Hiroshima e Nagasaki com bombas nucleares.
Milhares de vidas civis e inocentes desintegradas.
Boa reflexão para quem ensaia apoios a governos genocidas.
O talento e as lentes são do amigo Marcelo Augusto, colunista compulsório desta Revista, mas a Matriz de Nossa Senhora da Conceição “é do povo, como o céu é do condor!”

Foi com essa afirmação que a governadora Professora Fatima Bezerra comemorou o acordo firmado entre o Governo do Estado e a UFRN pela instalação, em Macaiba, do Parque Científico Tecnologico Augusto Severo Pax. O ato solene aconteceu na Governadoria, em Natal.
O documento também foi chancelado pelo prefeito Emidio Júnior, que estava acompanhado pelo vice-prefeito Netinho França, por secretários municipais e pelos vereadores Aroldo, Tafarel, Luizinho, Érika, Rita de Cassia, Dadaia e Ismarleide.

Procurei nos obituáros e não encontrei nenhuma homenagem do prefeito, vereadores, militantes e arquitetos! Não mandaram nem coroa de flores!
Procurei nas páginas policiais e não vi nenhuma menção à lamentável execução que houve no Centro de Caicó em plena luz do dia!
Um símbolo da cidade foi ao chão, humilhado, como se o tempo e sua história fossem metralha.
Para usar uma frase feita, “num país sério”, essa demolição seria impedida a mando de baioneta!
Um casario colorido não é apenas cenário para selfie! Faz parte da identidade de quem viveu ali, da memória que precisa ser preservada para contar aos próximos as páginas feias e bonitas vividas.
Nem sei quem ordenou a matança, mas já o condeno ao purgatório dos ingratos e injustos! Ao mesmo inferno que será povoado pelos que flagelam nossa Amazônia. A metáfora pode ser rasa, mas os efeitos são os mesmos.
O signatário da Escritura tem cúmplice. Deveria ter sido tutelado por quem é eleito.
Claro que o antigo precisa abrir alas para o moderno. Mas este mesmo senso mostra fotografias de soluções arquitetônicas inteligentes que fazem o passado conviver com o arrogante presente, com harmonia, não tolerância (palavra feia!), obrigação, mas por reverência, reconhecimento.
Vizinhos ao casarão morto, contemporâneos seus resistem pela inteligência de seus tutores. Testemunhas da crueldade, devem chorar.
A única nota positiva desta página é que jovens lamentam.
Até quando nossa identidade estará impregnada nas ruas da cidade? A ordem de despejo está à porta!
Façam foto! Pela lógica vigente, em pouco tempo, o próximo passo seria marretar a Matriz de Sant’Ana, a Casa de Pedra! Mesmo componentes de um sítio a ser “preservado”.
Que feio, Prefeitura de Caicó!
O poder de polícia é seu e as manchas do sangue de cada tijolo derrubado ali estão nas mãos de quem finge não ter nada a ver com esse crime.
Para conhecer um pouco sobre a História do casarão:
https://www.juliachavesarq.com/post/o-casar%C3%A3o-ecl%C3%A9tico-demolido

Esses dias li que bípedes bagunçaram geral um dos depósitos de lixo instalados recentemente pela Prefeitura de Macaíba no Centro da cidade. Teve gente que colocou a culpa em quadrúpedes.
Aí me vieram versos clássicos do mestre Elino Julião:
“Veja, pessoal, que mau elemento! Não sei se o animal é ele ou o jumento…”
Agora em maio faz 15 anos que Elino se tornou saudade.
O polivalente amigo Marcelo Augusto, colunista compulsório desta Revista, merece um abraço de todos nós por fazer de sua profissão de fé o resgate da memória do chão e do povo de Macaíba.
Reproduzimos mais um texto seu:
“Vejam algumas ruas do centro da cidade, naquela Macaíba de 1971.
Olhem quanto verde ainda dispunha, muitos terrenos, pequenos sítios rodeavam a cidade que iniciava seu crescimento demográfico.
Caminhei e caminho sempre por esses espaços. Não sei até quando, mas ainda estou por aqui.
Quando vejo esses retratos, sinto uma magia dentro de cada lugar, de cada rua e de cada beco.
Já mudou quase tudo, e mudará ainda mais.”
Foto: Acervo PMM (domínio público)